Economia
Crise econômica leva desemprego à construção civil
Houve uma época que a cena era comum, principalmente na orla de Maceió, onde o metro quadrado é um dos mais caros da capital. Prédios e mais prédios sendo construídos numa velocidade frenética para garantir a demanda de mercado crescente. Hoje, a realidade é outra. O cenário é totalmente diferente. As construções existem, mas não no mesmo volume e ritmo. A crise econômica nacional não perdoa. Chegou a um dos setores que mais empregavam no País: a construção civil. Trouxe com ela, desemprego e medo a quem sobrevive do ofício de servente, pedreiro, armador, mestre de obra, encanador, eletricista, engenheiro, arquiteto. O fluxo de obras diminuiu e com ele as contratações. Quem está empregado tenta segurar com unhas e dentes o emprego. Quem foi atingido pela crise e perdeu o trabalho bate em portas na busca de uma oportunidade. Tenho medo, sim, de perder meu emprego porque do jeito que está a crise, por mais que a gente seja um bom profissional, se a empresa fechar as portas, não vamos encontrar trabalho em outra empresa, que já tem seus funcionários, diz Sebastião Xavier, 36 anos, desde os 18 atuando na área da construção civil. O primeiro emprego, ele conta que foi como servente de pedreiro. Depois vieram as promoções e hoje é encarregado de armação que cuida de toda a parte de ferragens que a construção inclui, preparando a obra para a concretagem.