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Economia tem novo tombo no 3º trimestre e recessão segue, diz BC

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Brasília, DF Há um ano, a economia brasileira anda de ré. Pelo quarto trimestre consecutivo, o índice de atividade do Banco Central (IBC-Br) voltou a cair: desta vez, 1,41% de julho a setembro em relação aos três meses anteriores. Não há mais dúvidas, portanto, de que o País passa por uma recessão. Mais do que isso, economistas do mercado financeiro preveem que os próximos meses também não serão fáceis e voltaram a revisar suas projeções para baixo. O terceiro trimestre deve registrar a queda mais intensa na atividade econômica em 2015, segundo o economista-chefe da Parallaxis Consultoria, Rafael Leão. Para ele, a baixa de 0,50% do IBC-Br em setembro ante agosto reforça a percepção de aprofundamento da recessão no segundo semestre do ano e a trajetória negativa da economia deve persistir do quarto trimestre em diante, ainda que em um ritmo menos intenso que no período de julho a setembro. Com essa queda de 0,50% de um mês para o outro, o IBC-Br ficou em 139,12 pontos em setembro, o menor patamar desde outubro de 2010, quando exibia 138,65 pontos. O IBC-Br é considerado um indicador que sinaliza como o Produto Interno Bruto (PIB) deve se comportar no longo prazo. Por isso, o resultado de setembro do IBC-Br levou a uma revisão pela consultoria para a estimativa do PIB de 2016. Estava esperando uma queda de cerca de 2,0%, mas após o IBC-Br os cálculos devem mostrar um recuo de 2,5%, revelou o economista-chefe da Parallaxis. Para 2015, ele manteve a estimativa de queda de 3,08% do PIB.

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