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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Número de empregados domésticos volta a aumentar em meio à crise

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Rio Ainda adolescente, Rosângela dos Santos, hoje com 48 anos, lavou muito chão de padaria para ajudar a mãe e os irmãos. Com o passar do tempo, ela conseguiu migrar para a área de assistência social. Até o ano passado, trabalhava como orientadora especial quando a clínica que a empregava fechou. Desde então, voltou às origens. Antes, tinha um salário firme. Agora, são três dias na casa de um, outro dia na casa de outro. Eu andava de sapato social, agora opto por chinelinho. Moradora da Baixada Fluminense, Rosângela é uma das 86 mil pessoas que ingressaram (ou regressaram) no emprego doméstico no último ano, um movimento contrário ao percebido até meados de 2014. Ela suspendeu a obra em sua casa e mudou hábitos. Cortei o dentista para não cancelar o do meu filho. Não tenho mais plano de saúde. Estava tentando estudar fisioterapia e meu filho está estudando para fazer vestibular. Ele tem 18 anos. A prioridade é dele, afirma. Antes em queda por causa da expansão do mercado de trabalho, da formalização e das oportunidades de estudo, o número de empregados domésticos no País voltou a crescer em meio à crise econômica. No trimestre até agosto, 6,037 milhões de pessoas trabalhavam como domésticos em todo o País, 1,4% a mais do que em igual período de 2014, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Agências especializadas também notam aumento da procura por empregos. Enquanto isso, a oferta de vagas começa a encolher, sinal de que até mesmo essa saída encontrada pelos brasileiros pode estar ameaçada diante da menor capacidade das famílias em pagar pelo serviço.

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