Economia
Setor farmacêutico diz que governos devem quase R$ 1 bi

São Paulo, SP O governo federal e parte dos estaduais acumula dívidas de quase R$ 1 bilhão com 20 multinacionais farmacêuticas que atuam no País, segundo a Interfarma, entidade que representa o setor. O montante corresponde ao pagamento de remédios para tratamento oncológico, de HIV, transplantes, vacinas e outros itens, segundo Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma. De oito meses para cá, começou um processo em que estados e o governo federal passaram a adiar o momento de fazer a compra. Depois, reduziram os volumes dessas compras e, então, começaram a atrasar os pagamentos, afirma. Quase 30% do montante ultrapassa o prazo de seis meses, segundo Britto, que calcula que a dívida seja muito superior ao apurado por suas pesquisas iniciais. O levantamento atual abordou 24 das 55 associadas da Interfarma e constatou que 20 delas registram atrasos. Os nomes das companhias não foram divulgados. Não estão incluídos atrasos relativos aos municípios. Quase 60% da dívida corresponde ao governo federal e o restante se divide, principalmente, entre Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, sindicato que reúne as principais farmacêuticas do País e abrange companhias brasileiras, confirma que também registrou atrasos entre as empresas associadas e adiciona que o Estado do Rio Grande do Sul também tem sofrido dificuldades devido ao atraso nos repasses.