loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Consumo de espumante no Brasil cresce 16,5%, apesar da crise

Ouvir
Compartilhar

São Paulo, SP Apesar de a economia enfrentar a pior recessão dos últimos 25 anos, o brasileiro ainda parece estar encontrando motivos para comemorar e estourar garrafas de espumante. As vendas do produto nacional subiram 16,5% de janeiro a novembro do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Vinícolas nacionais de médio e grande porte, como a Miolo e a Casa Valduga, estão apostando cada vez mais suas fichas no produto, que cresce a taxas bem mais generosas do que os vinhos finos, cuja produção avançou 4% em 2015. Ao contrário do que ocorre nos vinhos tintos, em que há uma espécie de preconceito em relação ao produto nacional, o espumante fabricado no Brasil domina as vendas no País. PRODUTO NACIONAL Segundo Dirceu Scottá, presidente do Ibravin, 80% do consumo local de espumantes é abastecido pelas vinícolas nacionais. No vinho fino, com a concorrência mais forte do produto da Argentina e do Chile, a situação se inverte: o produto brasileiro só responde por 20% do consumo total. Apesar da recente alta de impostos para o setor, as vinícolas esperam que a tendência de alta do dólar reforce ainda mais a vantagem de preço do produto brasileiro. Na vinícola Miolo, que fatura R$ 150 milhões por ano, o trabalho do diretor executivo Danilo Cavagni, que chegou à empresa há dois anos, depois de 38 anos na Chandon, é implantar a cultura do espumante, cujo mercado está mostrando bem mais resiliência à crise. Para aumentar a produção do produto tipo moscatel de paladar mais doce, que cresceu 22,6% até novembro de 2015 , a empresa abriu uma fábrica no município baiano de Juazeiro, que fica no segundo maior centro produtor vinícola do País, atrás do Rio Grande do Sul. A vantagem do Nordeste é que lá eu consigo produzir espumante moscatel o ano todo, enquanto aqui no Rio Grande do Sul estou preso a uma safra por ano, explica Cavagni.

Relacionadas