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D�lar tem 5� queda seguida e fecha a R$ 2,86

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São Paulo - A euforia mais uma vez tomou conta do mercado. O dólar fechou ontem, mais uma vez em queda de e atingiu a menor cotação em quase dez meses. Em um dia de grande volatilidade no mercado de câmbio, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,34%, a R$ 2,865. Registrando sua quinta queda consecutiva e o menor valor desde 18 de julho de 2002. A desvalorização reflete o otimismo do mercado quanto aos números da economia brasileira, à possibilidade de corte na taxa básica de juros e a novas captações de empresas brasileiras no exterior - fator que explica os 17,10% de baixa acumulada desde o começo de abril. Os investidores continuam otimistas em relação às perspectivas de aprovação das reformas estruturais propostas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a avaliação de Wall Street sobre o Brasil tem ajudado a impulsionar um grande fluxo de recursos para os mercados emergentes nos últimos meses. Para Sérgio Machado, diretor de Tesouraria do banco Fator, o desempenho de ontem mostra que o movimento do começo do mês - com o dólar ensaiando uma retomada da trajetória de alta - foi uma ?mera realização de lucros temperada com especulação?. ?O mercado continua com viés otimista?, diz Machado. O dia foi marcado por uma notícia positiva: a primeira prévia do IGP-M de maio ficou em 0,01%, abaixo das expectativas do mercado, reavivando as esperanças de um corte de juros na próxima reunião do Copom. O mercado esteve bastante volátil, em um dia de pouca liquidez. Para Machado, a volatilidade dos últimos dias serviu como um alerta para os integrantes do governo ficarem quietos. ?Até ascensorista em Brasília já estava opinando sobre câmbio?, brinca Machado. Um dos mais loquazes críticos da valorização do real, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, afirmou ontem: ?Como diz o Palocci, é o mercado que vai determinar o dólar ideal.? Risco e bolsa O risco país, calculado com base em uma cesta de papéis da dívida de países emergentes, teve queda de 2,85%, encerrando o dia em 716 pontos, o nível mais baixo desde 19 de março de 2002. O índice caiu 50% desde o começo do ano. E o C-Bond, título mais negociado da dívida externa, mais uma vez bateu o recorde histórico de valorização - é a sexta vez em 13 dias -, negociado a 91,25% do valor de face, uma alta de 0,48%. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta segunda-feira, animada com a expectativa de que os próximos índices de preços mostrem queda da inflação. O Ibovespa encerrou com ganhos de 0,8%, aos 13.320 pontos.

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