Economia
Recuperação judicial vira atalho para falência no País
São Paulo, SP A forte retração da economia brasileira acelerou a quebra de várias empresas que entraram em recuperação judicial no ano passado. Sem acesso ao crédito e com consumo em queda, elas não conseguiram aprovar seus planos de recuperação ou não cumpriram as regras previstas em lei e entraram em falência, segundo levantamento feito pelo Instituto Nacional de Recuperação Empresarial (INRE). A fatia de empresas que fracassaram na recuperação judicial aumentou de 25%, em 2014, para 38%, em 2015. No ano passado, 1.267 empresas recorreram à Justiça para tentar se recuperar e entrar num acordo com os credores um aumento de 45% comparado ao ano anterior. Segundo o instituto, os setores mais afetados foram comércio, serviços e indústria. O ambiente empresarial piorou muito no último ano, com a escassez de crédito e a queda na confiança do brasileiro. Além disso, grandes projetos pararam (criando uma onda de inadimplência), observa o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Carlos Henrique Abrão, conselheiro fundador do INRE.