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Reajustes salariais ficam abaixo da inflação em março

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São Paulo, SP A recessão econômica, além de ter aumentado o número de desempregado no País, tem uma consequência nociva para aqueles com carteira assinada: a perda de recomposição salarial. Dados do Boletim Salariômetro da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostram que em março 60,2% das negociações para reajustes ficaram abaixo da inflação para o mês. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no mês passado ficou em 11,1% e o aumento médio das categorias com data-base em março foi de 11%. O cenário é muito ruim para os trabalhadores. A notícia boa é que a inflação tende a cair ao longo do ano e mesmo que os empregados não consigam aumento real, o poder de compra pode melhorar, disse o coordenador da pesquisa, Hélio Zylberstajn. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, o INPC para este ano deverá ser 7,52%. No ano passado, o índice ficou em 11,3%. Nos últimos seis meses, os aumentos salariais, que foram concedidos, foram abaixo do INPC. Não há perspectiva de melhora, disse Zylberstajn. Os trabalhadores filiados ao Sindicado dos Vigilantes e Empregados de Empresas de Segurança (Sindvig) conseguiram um reajuste de 11,5%, 0,4 p.p. (ponto percentual) acima do INPC para o mês de março. A reivindicação, no entanto, era de um aumento de 16% para este ano. A categoria não se mobiliza para conseguirmos um aumento de salário melhor, disse o presidente do Sindicato, Antonio Carlos de Oliveira. No ano passado, segundo Oliveira, foi o menor aumento real que a categoria conseguiu. Em 2015, o reajuste foi de 9%, aumento real de 1,32 p.p.

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