Economia
Governo quer cortar 4 mil cargos
São Paulo, SP O ministro Romero Jucá, do Planejamento, afirmou ontem que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, quer cortar até 4 mil cargos de confiança e funções gratificadas, o que representa 18,4% do total. O governo federal tem hoje 21,7 mil cargos comissionados, sendo 16.085 ocupados por servidores de carreira e 5.615 por não concursados. Segundo o ministro do Planejamento, o governo dá gratificação de 51 formas diferentes, o que será revisto. Queremos em 31 de dezembro de 2016 tenha diminuído 4 mil postos desse tipo de gratificação ou contratação, disse. Jucá ressaltou que o número pode ser ampliado, conforme a necessidade. O corte é semelhante ao proposto pelo governo Dilma no ano passado, de redução de 3 mil postos. Segundo Jucá, isso não foi cumprido. Até fevereiro de 2016, a gestão petista havia cumprido 18,7% da meta, com a extinção de 562 cargos, de um total de 22 mil. Para o ministro do Planejamento, o corte não resolve a questão do gasto público, mas é um posicionamento que o governo deve tomar como exemplo para a sociedade. Jucá disse ainda que a economia que o governo pretende fazer com a redução de 4 mil cargos comissionados será anunciada no momento certo, em razão das diferentes remunerações. Romero Jucá destacou que as empresas estatais e os bancos públicos estão no novo processo de gestão e governança do governo. Segundo o peemedebista, todos os organismos do Executivo serão ajustados com a mentalidade de diminuição de gastos, fim do desperdício e apresentação de resultados. Segundo Jucá, o governo sinalizou no início do ano um superavit primário novamente equivocado. Ele comentou o envio ao Congresso de uma revisão da meta, feito por Dilma, de rombo de R$ 96 bilhões em 2016. Neste deficit não estão previstos alguns pontos, como a contínua queda de arrecadação e renegociação da dívida com estados, que deverão impactar a dívida federal, disse ele.