Economia
Coruripe renegocia R$ 1,9 bilhão

São Paulo, SP A Usina Coruripe, dona de cinco unidades produtoras de açúcar e álcool com capacidade para moer 14,2 milhões de toneladas de cana, deve concluir no dia 17 acordo com 11 bancos para reestruturar R$ 1,9 bilhão em dívidas, que representam 85% do total de seus débitos. Um pré-acordo foi fechado na sexta-feira passada, prevendo que o vencimento dessas dívidas datadas para 2016, 2017 e 2018 seja alongado para sete anos, com 30 meses de carência. Com risco de ter de entrar com pedido de recuperação judicial, o grupo Coruripe, que teve origem em Alagoas e se expandiu para Minas Gerais, onde possui quatro usinas, começou a renegociar suas dívidas em outubro do ano passado. O banco americano Moelis e o escritório Souza Cescon assessoraram a companhia nessa operação. Entre os bancos que participaram da renegociação estão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Rabobank, ABN, Citibank, Votorantim, HSBC, Metlife, ABC e Santander. Bradesco e HSBC são os que detêm maior parte do débito, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo as mesmas fontes, o grupo deu terras, fazendas e outras propriedades como garantia para fechar essa reestruturação. Ficaram de fora desse acordo de renegociação o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o BNDES e o Banco do Nordeste, informou ao jornal o presidente do grupo, Jucelino Sousa. O executivo chegou à companhia há três anos para implantar o processo de profissionalização do grupo. As dívidas foram aumentando com o câmbio e agravadas pela atual situação do País, disse. As dívidas, segundo ele, foram contraídas nos últimos anos para promover o processo de expansão da companhia.