Economia
Agricultor não vai correr o risco de comprar feijão mais caro depois
Martinho Brito de Oliveira diz que a família só não sentiu o impacto da alta do preço do feijão porque ainda tem armazenado feijão do ano passado. Além de plantar fumo para ganhar dinheiro, o agricultor sempre planta um pouco de feijão, milho, macaxeira, porque se o fumo não der dinheiro, pelo menos fome não vai passar. Por enquanto, na minha família ninguém se preocupa com o preço do feijão, mas agora é o arroz que está aumentando de preço, reclamou. De acordo com o secretário de Agricultura de São José da Tapera, Francisco Pereira, apesar de o volume de chuvas não ser muito alto na região, a paisagem está verde e não falta trabalho para o homem do campo. E muita gente está plantando feijão para o consumo familiar, uma vez que o quilo do grão, no município gira em torno de R$ 15. Apesar de o preço ser atrativo, o agricultor não vai correr o risco de vender feijão e depois ter que comprar mais caro. Aqui na região, o agricultor familiar costuma vender apenas o excedente da produção e talvez isso não exista este ano, declarou. Segundo ele, como as chuvas começaram tardiamente, muita gente adiou o plantio de feijão e de outras culturas de subsistência e, por conta disso, ele estima que a safra deve ser reduzida em 50% em relação aos anos em que não houve estiagem prolongada. Mesmo assim, ainda é bem melhor que no ano passado, que não choveu e ninguém plantou nada.