loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Pre�o do leite para o produtor sobe 10%

Ouvir
Compartilhar

Edivaldo Junior Pela primeira vez no ano, Indústrias e produtores de leite de Alagoas conseguiram chegar a um entendimento, ainda que parcial, sobre os preços praticados no setor. Uma reunião realizada, ontem, com representantes das duas categorias, definiu um reajuste de pouco mais de 10% sobre os valores praticados pelas principais indústrias em abril. A retomada das negociações deve adiar novos protestos, a exemplo do que ocorreu em março deste ano, que os produtores ameaçaram interditar um posto de recepção de leite da Parmalat, em Jacaré dos Homens. Representadas pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sileal), a Valedourado, a São Domingos e a Camila ?as três maiores do Estado ? elevaram o preço do litro de leite pago ao fornecedor de R$ 0,38 para R$ 0,40 entre 1o e 15 de maio e para R$ 0,42 a partir do dia 16 deste mês. O preço final para os produtores pode chegar, dependendo da condição de cada um , até R$ 0,48. Isto porque, sobre o preço básico existem ganhos de qualidade (R$ 0,01 por ordenha mecânica, R$ 0,02 por resfriamento na fazenda e R$ 0,01 por volume de mil litros). Parcial A reivindicação dos produtores era de que o preço básico do leite fosse reajustado para R$ 0,48. ?Apesar de não ter chegado no valor que queremos, foi um avanço. Vamos continuar lutando para melhorar o preço?, avaliou Álvaro Almeida, presidente da Federação da Agricultura de Alagoas (FAEAL) Segundo o presidente do Sindicato dos Produtores (Sindileite), Ricardo Barbosa, o preço pago em Alagoas é um dos mais baixos do País. Como argumento, o sindicato dos produtores apresentou notas fiscais que mostram os preços praticados em vários estados do país. O mínimo, no Centro Sul, segundo Ricardo, é R$ 0,48. A expectativa dos produtores, a partir de agora, segundo o produtor Domício Silva, é de as negociações continuem. ?Estamos buscando a equiparação com os preços praticados no Sudeste. Lá, os preços variam de R$ 0,48 a R$ 0,55. Aqui, chega no máximo a R$ 0,48. E o que é pior, não contamos com apoio nenhum. Se continuar assim, vamos perder competitividade, correndo o risco da atividade desaparecer?, desabafou Silva.

Relacionadas