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Temer vai segurar novos reajustes no Congresso

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Brasília, DF O governo do presidente interino, Michel Temer, não deverá mais apoiar propostas que tratem de aumento salarial para servidores públicos. De acordo com o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), está na hora de segurar essa questão. O que passou, passou. Agora é o momento de segurar um pouco essa questão de reajuste. O País precisa aprovar suas reformas estruturantes e mostrar o compromisso com o combate ao deficit público, afirmou após participar de um almoço com Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários. O encontro aconteceu na residência oficial da Câmara. Nos últimos meses, o Congresso aprovou um pacote de reajustes para várias categorias do funcionalismo, com impacto de R$ 58 bilhões. Um dos reajuste aprovados pelos congressistas e sancionado por Temer concedeu aumento de até 41,47% nos salários dos servidores do Judiciário e aumento salarial de 12% para analistas e técnicos do Ministério Público da União. A medida foi criticada por diversos setores da sociedade e foi vista com desconfiança por aumentar os gastos públicos no momento em que o País enfrenta uma grave crise econômica e tem uma estimativa de deficit de R$ 170,5 bilhões para o próximo ano. O ministro, no entanto, não esclareceu se o aumento para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que já está sendo analisado pelo Senado, prosseguirá ou não. A proposta eleva os salários de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que eleva o teto remuneratório do funcionalismo público em todo o País. Há um mês, o governo enviou ao Congresso projetos de lei que tratam do reajuste salarial de algumas categorias como auditores e analistas da Receita Federal e da Polícia Federal. Essas matérias estão em análise na Câmara e ainda não foram deliberados. Durante o encontro, Temer fez um apelo aos líderes partidários para que eles mobilizem os deputados para as votações nos próximos meses. O governo teme que, com o avanço das campanhas eleitorais em todo o País, o Congresso possa ficar esvaziado, inviabilizando a aprovação de medidas importantes, como as reformas trabalhista e previdenciária.

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