Economia
Arrecadação federal recua 8,3%

Brasília, DF A crise voltou a derrubar as receitas do governo federal, que somaram R$ 94,7 bilhões e tiveram queda real (retirado o efeito da inflação) de 8,27% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, divulgou ontem a Receita Federal. Foi o pior resultado para o mês desde 2009, quando a arrecadação somou R$ 83,3 bilhões. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, os fatores determinantes para o desempenho ruim foram a queda da produção industrial, da venda de bens e da massa salarial em termos reais e a redução do valor em dólar das importações. O nível de emprego ainda está em trajetória negativa e há queda no consumo. Isso se reflete na redução de arrecadação de tributos, disse Malaquias. A redução da arrecadação das contribuições sociais (PIS/COFINS) pagas pelas empresas foi de 10,47% em setembro ante mesmo mês de 2015. No caso do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a redução foi de 33,68%, na mesma comparação. Os setores que mais tiveram queda na arrecadação em relação ao mesmo período de 2015 foram metalurgia (35,17%), fabricação de veículos (27,29%) e fabricação de máquinas e equipamentos (23,51%). Entre janeiro e setembro, a arrecadação como um todo totalizou R$ 911,2 bilhões, uma queda de 7,54% na comparação com o mesmo período do ano passado pior período período entre janeiro e setembro desde 2010. A arrecadação específica de tributos da Receita Federal, que somou R$ 93,2 bilhões em setembro, caiu 8,2% na comparação com o mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, os R$ 893,3 bilhões representaram um recuo de 7,04% em relação ao ano passado.