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Saque do FGTS pode gerar perdas para setor imobiliário

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Entre as medidas anunciadas na última quinta-feira 22, pelo Governo Federal, relacionadas à classe trabalhadora, uma delas desagradou em cheio o setor imobiliário alagoano. A que permite o saque de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com o presidente da Associação das Empresas Imobiliárias de Alagoas (Ademi), Paulo Malqueiro, a notícia é muito ruim porque vai provocar uma corrida indiscriminada e sem limites ao saque e descapitalizar os investimentos no setor. O FGTS financia as obras de construção do Minha Casa Minha Vida e as obras de saneamento. Há uma previsão de retirada de R$ 30 bilhões. Isso vai abalar o setor. Sem esses recursos, o setor vai estagnar. Vai continuar o marasmo que se vive atualmente e postergar a retomada de crescimento imobiliário, diz ele. O ideal, segundo Paulo Malgrado, seria um limite mais baixo, em situações de emergência. Da maneira como foi anunciado, as pessoas vão retirar o dinheiro do FGTS e aplicar em fundos de maior rendimento. REPERCUSSÃO Para os especialistas, as medias anunciadas pelo governo seguem corretamente em duas frentes. De um lado, abrem espaço para o alívio financeiros das famílias, graças à liberação de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). De outro, trazem mudanças estruturais importantes, caso da minirreforma trabalhista e da queda dos juros no rotativo do cartão de crédito. No entanto, a avaliação dos economistas continua sendo que nenhuma das iniciativas anunciadas até agora leva à retomada do crescimento no curto prazo. O governo iniciou mudanças estruturais com novas regras trabalhistas e, como disse o próprio presidente da república, melhorou o ânimo e as contas dos brasileiros dando, de presente de Natal, a liberação de contas inativas do FGTS, mas o cenário de crescimento continua no sufoco, disse a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.

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