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Balança comercial bate recorde no ano

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Brasília, DF A balança comercial brasileira teve saldo positivo de US$ 47,7 bilhões no ano passado, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1989. O recorde anterior era de 2006 e somava US$ 46,4 bilhões. O montante é resultado de exportações de US$ 185,2 bilhões e importações de US$ 137,5 bilhões, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O saldo recorde, porém, foi conseguido principalmente graças a um forte recuo de 20,1% nas importações. A exportações também recuaram, mas bem menos: 3,5%. Na avaliação do economista Rafael Bistafa, da consultoria Rosenberg Associados, o saldo ficou positivo por causa da recessão, que se aprofundou, e do câmbio, que continuou depreciado em relação ao dólar. Foi um aumento do saldo pela via dolorosa, afirmou. Para o secretário de Comércio Exterior e Serviços do MDIC, Abrão Neto, a balança comercial deve registrar neste ano um superavit semelhante ao de 2016. Mas, segundo ele, tanto as exportações quanto as importações devem aumentar neste ano. Não vamos fechar uma base de comparação exata ainda. Pode ser acima de US$ 50 bilhões, mas prevemos um patamar semelhante, entre US$ 47 bilhões e US$ 48 bilhões, disse. A projeção leva em conta um câmbio médio de R$ 3,40. No ano passado, a taxa média do dólar foi de US$ 3,48, disse. Já Bistafa, da Rosenberg, projeta um superavit um pouco menor, em torno de US$ 40 bilhões, com alta de 7,5% nas importações e de 1% nas exportações. Apesar da queda na receita com exportações, no ano passado o País bateu recorde na quantidade de mercadorias vendidas ao exterior, com 645 milhões de toneladas, alta de 2,9% em relação a 2015. Foi o sétimo aumento anual consecutivo. Diversos produtos registraram recorde no volume comercializado, como minério de ferro, óleos brutos de petróleo, açúcar de cana em bruto, celulose, carne de frango e suco de laranja não congelado.

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