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Economia

Desemprego e dívidas devem limitar consumo

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Nova York A demanda no Brasil deve seguir pressionada em 2017 pelo alto nível de desemprego e de endividamento das famílias, avalia nesta segunda-feira, 23, o diretor para o departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, em uma análise sobre a América Latina. O Produto Interno Bruto continuou a se contrair no terceiro trimestre de 2016 e os indicadores da atividade econômica no fim do ano apontavam para uma demora na recuperação porque os gastos privados continuam fracos, afirma Werner. A previsão do FMI para o Brasil foi rebaixada na semana passada e a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer apenas 0,2% este ano, um dos piores desempenhos entre os emergentes. O economista do FMI ressalta que para estimular a economia, o governo brasileiro anunciou recentemente medidas para ajudar as empresas altamente endividadas, além de reformas para reduzir a burocracia e os custos da atividade empresarial. Werner destaca ainda a aprovação da medida que estabelecem um teto para os gastos públicos e a proposta de reforma da previdência enviada ao Congresso. Ao mesmo tempo, enquanto o Planalto tenta arrumar as contas federais, Werner menciona que a situação fiscal de vários estados é cada vez mais difícil. Existe a expectativa de que uma nova legislação lance as bases para um ajuste na esfera estadual e para programas de reformas monitorados pelo governo federal, ressalta em sua análise. No lado da política monetária, Werner menciona que a inflação vem caindo rapidamente nos últimos meses e, no fim de 2016, estava abaixo do limite superior da margem de tolerância da meta do Banco Central. Com isso, foi possível acelerar consideravelmente o ritmo de corte da Selic na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom).

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