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Juros do crédito rotativo chegam a 484,6% ao ano e batem recorde

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Brasília, DF Os juros médios do cartão de crédito rotativo alcançaram 484,6% ao ano em dezembro de 2016. O valor é recorde na série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2011. O crédito rotativo geralmente é usado quando o cliente não tem condições de pagar o valor total da fatura do cartão de crédito. Ele, então, quita apenas uma parte e o valor restante é cobrado nas faturas seguintes com juros mais caros que os habituais. As informações sobre os juros em dezembro estão na Nota de Política Monetária, divulgada ontem pelo BC. A autoridade monetária informou ainda que os juros do cartão de crédito parcelado chegaram a 153,8% ao ano em dezembro de 2016, caindo 1,6 ponto percentual em relação a novembro e subindo 17,6 pontos percentuais na comparação com dezembro de 2015. Os juros totais do cartão de crédito encerraram 2016 em 112,4% ao ano, com queda de 5,5 pontos percentuais em relação a novembro, mas alta de 15,1 pontos percentuais ante dezembro de 2015. Também ontem, o BC informou que o saldo total das operações de crédito atingiu R$ 3,107 trilhões em dezembro de 2016. O valor representa retração de 3,5% em relação a dezembro de 2015. O BC atribuiu a queda à retração da economia. LINHAS DE CRÉDITO O BC está confiante de que as instituições financeiras oferecerão linhas de crédito para os clientes que usarem 30 dias o crédito rotativo. Apesar de essa oferta não ser obrigatória, o diretor de regulação, Otávio Damaso, acredita que as instituições bancárias darão uma porta de saída do cartão de crédito com juros mais baratos. Com essa operação, o risco de calote no rotativo cairá e, assim, a taxa de juro deve ser diminuída. A instituição financeira já tem o cliente e é vantagem manter esse consumidor de forma sustentável. Então, a expectativa é que as instituições ofereçam o crédito, disse Damaso ao comentar a medida que vai limitar o uso do crédito rotativo a apenas 30 dias. Após esse período, o cliente precisa quitar a dívida ou rola a operação com a contratação de outra linha mais competitiva, informa o BC. Com esse limite do uso do crédito rotativo e a transferência para uma operação considerada mais segura como o crédito pessoal, o BC diz que a expectativa é que haja redução do juro cobrado no rotativo. É uma medida importante porque traz um componente de mitigação de risco. E isso será refletido (no juro). Nossa expectativa é que haja redução, disse, ao comentar que a adoção à nova regra é obrigatória até abril, mas a oferta de crédito alternativo é facultativa. No fim de dezembro, o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmaram que o governo tomaria medidas na área de cartões de crédito. Na época, Meirelles havia afirmado que o CMN decidiria, na reunião de janeiro, pela limitação do prazo do crédito rotativo em 30 dias. Depois disso, o saldo seria parcelado em até 24 vezes, com taxas de juros menores que a do rotativo. CALOTE A queda do risco de calote é o principal fator que vai reduzir o juro do crédito rotativo do cartão. A explicação foi dada pelo diretor de regulação do Banco Central, Otávio Damaso. Com a nova limitação de uso dessa operação por até 30 dias, a nova regra anunciada mais cedo vai forçar a migração dessa dívida para outras operações, como o crédito pessoal, que seriam menos arriscadas para o banco. Assim, o BC prevê juros menores no futuro. Damaso explicou que atualmente instituições financeiras se arriscam ao oferecer o crédito rotativo. A instituição financeira tem que disponibilizar o crédito e, uma vez tomado, não se sabe quando será pago. Isso cria uma incerteza para a instituição financeira que não sabe exatamente o fluxo de caixa que terá no futuro, disse o diretor do BC. Atualmente, o calote atinge 37% das operações de crédito rotativo usadas pelas pessoas físicas e 59% no caso das empresas. Diante dessa elevada inadimplência, bancos fazem provisão média de 50% da carteira para eventual calote. Isso explica juros superiores a 400% ao ano nessa modalidade.? ARQUIVO GA A redução do preço não necessariamente chegará aos consumidores COMBUSTÍVEL. Petrobras anuncia redução de preços nas refinarias Preço da gasolina recua 1,4% Prazo Os novos valores do diesel e da gasolina começam a ser aplicados nas refinarias a partir desta sexta-feira AGÊNCIA BRASIL Brasília, DF A Petrobras anunciou ontem redução no preço do diesel nas refinarias em 5,1%, em média, e da gasolina em 1,4%, em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir desta sexta-feira. A redução nas refinarias não necessariamente chegará aos consumidores porque a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores, informou a Petrobras. A companhia informou que a decisão é explicada principalmente pelo efeito da valorização do real desde a última revisão de preços, feita em 5 de janeiro. Na data, aumentou o preço do diesel em 6,1%, em média, mas não alterou o valor da gasolina. Pelos cálculos da empresa, se o ajuste for repassado integralmente e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 2,6% ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média. POLÍTICA DE PREÇOS As mudanças anunciadas ontem seguem a política de preços da estatal divulgada em outubro de 2016. A companhia reafirmou a intenção de rever os preços pelo menos uma vez a cada 30 dias, política que dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade. Segundo a Petrobras, os novos preços mantêm a margem positiva em relação à paridade internacional. As alterações são resultado da valorização do real desde a última revisão de preços, de ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno e da redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais, em particular do diesel, que registrou elevação de estoques por causa de inverno menos rigoroso do que o previsto no Hemisfério Norte, de acordo com a estatal. ? AA+. Agência classifica estatal brasileira com perspectiva negativa Fitch mantém classificação da Petrobras MARCELO BRANDÃO AGÊNCIA BRASIL Brasília, DF A agência de classificação de risco Fitch manteve ontem a nota da Petrobras em moeda estrangeira em BB, e em moeda nacional, em AA+, ambas indicando perspectiva negativa. A agência explicou que a classificação da Petrobras é a mesma do Brasil, uma vez que o governo brasileiro exerce controle sobre a empresa, além da importância da Petrobras como fornecedor quase monopolista de combustíveis líquidos no País. O Brasil também tem a nota BB, categoria de investimento de risco. A Fitch lembra que o governo federal detém 60,5% dos direitos de voto na Petrobras, além de uma participação econômica de 46%. A agência de classificação de risco avalia que, para reduzir a dívida, a estatal brasileira terá que trabalhar por um fluxo de caixa livre neutro, além de obter sucesso no programa de corte de investimentos. Em setembro, a Petrobras já havia anunciado a sua saída dos setores de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP (gás de cozinha), produção de fertilizante e das participações em petroquímica. A redução futura da dívida dependerá do sucesso do programa de desinvestimento da Petrobras, que, segundo a Fitch, é incerto e difícil de prever, embora a empresa tenha demonstrado um progresso substancial até agora, disse a agência, em nota. A agência ainda elogiou a nova política de preços da estatal, que reduziu o preço dos combustíveis em outubro do ano passado. A recente implementação da política de preços é um bom sinal para a empresa, pois aumenta a transparência e aumenta a independência do governo federal, disse a Fitch. ? ARQUIVO GA Alta foi impulsionada pela valorização do dólar diante do real TELEFONIA. O tíquete médio dos aparelhos chegou a R$ 900 Preço médio de celulares subiu mais de 30% CIRCE BONATELLI AGÊNCIA ESTADO São Paulo, SP O preço médio dos smartphones comercializados no País teve um crescimento superior a 30% nos últimos dois anos, de acordo com estimativa da consultoria IDC. Entre o fim dos anos de 2014 e 2016, o tíquete médio dos aparelhos passou de R$ 700 para um patamar entre R$ 900 a R$ 1000. Segundo o gerente de pesquisa, Reinaldo Sakis, a alta foi impulsionada principalmente pela valorização do dólar frente ao real. Isso encareceu os principais componentes dos celulares, que são importados. Os aparelhos usam peças de fora do País e são montados aqui, explicou Sakis. O consultor observou que os aparelhos também passaram por uma grande evolução tecnológica, além de crescimento físico. As telas dos aparelhos comercializados dois anos atrás tinham 4,5 polegadas. Hoje, o modelo mais vendido tem tela de 5,5 polegadas. Então, os produtos atuais são maiores e melhores, disse. Sakis afirmou ainda que os fabricantes têm segurado os preços e comprimido parte das margens para evitar que seus produtos percam competitividade em meio à crise econômica nacional. Em condições normais, os preços poderiam ser até maiores, disse. A consultoria IDC projeta crescimento de 3,5% nas vendas de smartphones em 2017. Segundo a consultoria, os usuários trocam o celular a cada dois anos, em média. ? ARQUIVO GA O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, reconheceu que a previsão pode ser revista ao longo do ano ALTA. Especialistas dizem que rombo em 2017 pode ser ainda maior do que a previsão de R$ 181,2 bilhões Deficit da Previdência cresce 74,5% Recessão econômica e o aumento do desemprego contribuíram para que o Instituto Nacional do Seguro Social tivesse rombo de R$ 149,7 bilhões IDIANA TOMAZELLI AGÊNCIA ESTADO Brasília, DF A desaceleração da economia e o encolhimento do mercado de trabalho contribuíram fortemente para a ampliação do deficit do INSS em 2016. O rombo chegou a R$ 149,7 bilhões, 74,5% mais do que em 2015. Como o emprego ainda não deve reagir este ano, especialistas avaliam que o resultado negativo da Previdência Social neste ano não só deve se repetir, mas pode ser ainda maior do que a previsão de R$ 181,2 bilhões do governo federal. Técnicos da Previdência admitem que a estimativa oficial é a menos precisa, uma vez que ainda não há informações disponíveis sobre ritmo de arrecadação previdenciária em função da temperatura do mercado de trabalho. O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, reconheceu que a previsão pode ser revista ao longo do ano. A Previdência urbana foi a que mais refletiu a desaceleração da economia. Superavitário entre 2009 e 2015, o segmento teve resultado negativo de R$ 46,3 bilhões no ano passado. A Previdência rural registrou rombo de R$ 103,4 bilhões. O deficit cresceu em 2016 por questões conjunturais e estruturais. Mas se existe momento de baixa geração de emprego, e a arrecadação é muito pautada pela folha, é natural que o deficit aumente, disse Caetano. Na conta de fatores estruturais, o secretário mencionou o envelhecimento da população, que é contínuo e tem ocorrido de forma acelerada. Mas, segundo ele, no ano passado a questão conjuntural foi mais forte. As receitas previdenciárias cresceram 2,2% em termos nominais (sem descontar inflação), para R$ 358,137 bilhões. Enquanto isso, as despesas avançaram 16,5%, para R$ 507,871 bilhões. O economista Paulo Tafner, especialista no tema, avalia que o rombo em 2017 ficará entre R$ 195 bilhões e R$ 200 bilhões. Não vamos atingir um desemprego tão baixo, como já observamos, em pelo menos 10 anos. Primeiro tem de recuperar todo o emprego perdido, o que demora muito, não é rápido. Além disso, teria de gerar adicionalmente, por ano, 1,5 milhão de novas vagas. Seria uma década crescendo 4%, 4,5% ao ano. Segundo Tafner, isso mostra que as receitas previdenciárias não se recomporão tão rapidamente, mesmo com geração de emprego no fim de 2017, como é esperado. Por isso, o deficit será mais intenso neste ano. NOVAS REGRAS O governo do presidente Michel Temer tem defendido que os dados da Previdência são alarmantes e, com um rombo crescente, é inevitável fazer uma reforma. Por isso, o Executivo encaminhou no fim do ano passado uma proposta que prevê idade mínima de 65 anos para todos os trabalhadores e uma regra de transição para aqueles que já têm mais de 50 anos (homens) ou 45 anos (mulheres). Para esse grupo, não será preciso cumprir a idade mínima, mas o tempo que falta para a aposentadoria receberá um adicional de 50%, numa espécie de pedágio para obter o benefício. O tempo mínimo de serviço, por sua vez, subirá de 15 anos para 25 anos e a fórmula de cálculo também vai mudar. A proposta ainda coloca sob as mesmas regras os funcionários públicos e os políticos. Já a aposentadoria dos militares, que ficou de fora do texto da reforma encaminhado no fim do ano passado, deve ser alterada por meio de projeto de lei a ser apresentado ainda no primeiro semestre de 2017. O objetivo da reforma da Previdência, segundo Caetano, não é eliminar o deficit, mas evitar a continuidade do crescimento das despesas da área em relação ao PIB, hoje em torno de 8%. Esse patamar é considerado razoável pelo governo. O secretário afirmou que ficaria satisfeito se a reforma nas regras de aposentadoria no Brasil fosse aprovada no Congresso Nacional até o terceiro trimestre deste ano. A indicação é menos otimista que a do Palácio do Planalto, que projeta aprovação em segundo turno na Câmara dos Deputados no início de abril e votação no plenário do Senado ainda no mês de maio. Publicamente, integrantes do governo federal e do Congresso também vinham falando em aprovação da reforma no primeiro semestre deste ano. Caetano, porém, destacou que não estava fazendo estimativas, mas sim demonstrando um sentimento pessoal em relação à votação. O Congresso tem soberania para indicar a velocidade da reforma e o que se altera ou deixa de alterar. Vamos formar um diálogo, ver o que se mantém, mas o intuito é aprovar a proposta do jeito que ela foi encaminhada, afirmou o secretário. ? Segmentos Os primeiros segmentos que poderão vender e receber dos compradores via Cartão BNDES são malharia, meias e tricotagem e moda íntima, informou a instituição CONFECÇÃO. A medida vale para itens de fabricação nacional Empresas poderão financiar pelo BNDES ALANA GANDRA AGÊNCIA BRASIL Brasília, DF O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem que empresas de confecção poderão se cadastrar para vender a varejistas com financiamento do Cartão BNDES. A medida vale para itens de fabricação nacional e resulta de colaboração técnica entre o banco e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Os primeiros segmentos que poderão vender e receber dos compradores via Cartão BNDES são malharia, meias e tricotagem e moda íntima. Esses setores reúnem cerca de 8 mil empresas. A meta, segundo o BNDES, é incorporar gradualmente todo o setor de vestuário. A gente está criando um canal de financiamento para que as pequenas confecções possam vender seus produtos com segurança e, de certa forma, reduzir inclusive a dependência delas das grandes redes, porque elas têm uma relação mais individual, disse à Agência Brasil o chefe do Departamento de Operações de Internet do BNDES, Ricardo Albano. É um canal de vendas mais potente para as pequenas redes de varejo. O Cartão BNDES é voltado exclusivamente para micro, pequenas e médias empresas e permite o financiamento em até 48 meses. O fornecedor recebe o pagamento à vista, em 30 dias após a compra. Podem solicitar o credenciamento no portal do banco empresas constituídas há mais de dois anos. Os produtos cadastrados passarão pela análise do BNDES. Os varejistas interessados em comprar os itens podem pedir o Cartão BNDES no mesmo site. Em março e abril, o BNDES vai promover workshops no município de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, considerado o maior polo de moda íntima do país; e na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, que também concentra empresas têxteis. Mais de 270 mil itens estão cadastrados no Portal de Operações do Cartão BNDES por 72 mil fornecedores credenciados. Entre os itens mais comprados estão máquinas e equipamentos, materiais de construção civil, computadores, softwares, móveis comerciais, insumos têxteis e motocicletas para serviços de entrega. ? TELEFONIA. País teve perda líquida de 13,747 milhões de linhas Base de clientes recua 5,33% EDUARDO RODRIGUES AGÊNCIA ESTADO Brasília, DF Com mais um ano de aumento do desemprego e redução da renda dos brasileiros, a telefonia celular registrou uma queda de 5,33% na base de clientes em 2016, com a perda líquida de 13,747 milhões de linhas. De acordo com balanço divulgado ontem, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a crise no setor foi maior nas regiões Norte e Nordeste. O cancelamento de linhas em 2016 ocorreu principalmente na modalidade pré-paga do serviço, com uma queda de 10,7%. Já o serviço pós- -pago registrou crescimento no ano, chegando a quase um terço dos acesso ativos no fim do ano. E enquanto as tecnologias mais antigas 2G e 3G têm cada vez menos participação na base de usuários, o 4G avançou 136,20% em 2016, com a migração de 34,657 milhões de clientes para o padrão mais rápido de internet móvel. Apenas pequenos operadores virtuais do serviço, como Datora e Porto Seguro, registraram aumento de clientes no ano passado. Os grandes grupos do setor, como Oi, Claro e TIM, perderam clientes, e a Telefônica Vivo manteve sua base estável. Da mesma forma, a telefonia fixa manteve a tendência de queda registrada em outros anos. As empresas autorizadas no serviço registraram uma diminuição de 6,30%, com o cancelamento de 1,148 milhão de linhas. Já as concessionárias tiveram uma queda de 2,74%, com 696.602 contratos perdidos. A TV por assinatura também teve queda no ano passado, com a perda de 311.362 assinantes, ou 1,63% do total. Somente no último mês do ano, o cancelamento líquido chegou a 82.819 clientes. Ainda assim, a Oi obteve uma expansão de 11,61% na sua base, com 135.630 novos assinantes.

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