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Economia

D�lar fecha est�vel, com tend�ncia de baixa

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São Paulo - Depois de passar o dia alternando pequenas altas e baixas, o dólar comercial terminou a quarta-feira estável, vendido a R$ 2,892. A maior pressão de alta para as cotações ontem veio dos bancos, por causa do vencimento hoje de uma dívida em títulos de ?swap? cambial. A dívida foi totalmente renovada pelo Banco Central, mas os títulos deverão ser liquidados para posterior troca por outros com novo vencimento pela Ptax (cotação média do dólar) de ontem. Os detentores desses papéis fizeram pressão para o dólar subir a fim de conseguirem maior remuneração. Na última semana, a moeda norte-americana tem se equilibrado entre R$ 2,85 e R$ 2,95, e o atual cenário econômico e político sugere que esse é o seu intervalo de oscilação para o curto prazo, ao menos até a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), nos dias 20 e 21, quando se decidirá se vai haver ou não corte na taxa básica de juros da economia. O otimismo do mercado em relação a novas captações de recursos de empresas brasileiras ajudou a segurar a moeda, porém. ??Há muita expectativa com a entrada desses dólares??, afirma Mário Paiva, analista da corretora Liquidez. Paiva explica que o mercado antecipa nas cotações do dólar esses fluxos de entrada. Daí a forte queda registrada pela moeda norte-americana desde o início de abril: 16%. ?A tendência ainda é de baixa?, diz. ?Os indicadores econômicos vêem tendo significativa melhora. Além disso, também a austera política fiscal e monetária do governo está produzindo resultados. Lentamente, porque são políticas de médio e longo prazo, mas constantemente.? Isso faz com que aumente a confiança dos credores internacionais, o que se pode ver na queda do risco país. Risco e bolsa O risco Brasil, que mede o apetite de investidores internacionais por ativos brasileiros fechou em alta de quase 3% nesta terça-feira, depois de ficar abaixo dos 700 pontos, patamar não visto desde fevereiro de 2001. Segundo o índice EMBI+ do banco JP Morgan, o risco Brasil, subiu 2,86%, aos 753 pontos-básicos acima dos títulos do Tesouro norte-americano. Os C-Bonds, principais títulos da dívida externa brasileira, seguiram na direção contrária e fecharam cotados a 89,56% do valor de face, em queda de 1,58%. Depois de uma sessão extremamente volátil, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta quarta-feira. O Ibovespa fechou em alta de 0,29%, aos 13.459 pontos, depois de um pregão bastante volátil. Na mínima do dia, a bolsa paulista caiu 0,63% e, na máxima, subiu 0,46%.

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