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Policiais militares do ES encerram paralisação

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O governo do estado e associações da Polícia Militar capixaba anunciaram na noite da sexta-feira, 10, o fim do motim nos quartéis do Espírito Santo, após o governo endurecer a negociação e indiciar 703 PMs por crime de revolta. O movimento, caracterizado por mulheres que bloqueiam a saída das unidades com manifestações, foi copiado ontem em 27 dos 89 batalhões e comandos do Rio e no Pará. A decisão capixaba de endurecer com os agentes ocorreu após o fracasso nas negociações com as famílias dos policiais. A pena prevista por motim poderia chegar a 20 anos de prisão. O movimento, que já durava sete dias, deverá ser encerrado hoje, 11, às 7 horas, quando os acessos aos batalhões serão desobstruídos. Pelo acordo, os PMs e bombeiros que voltarem ao serviço não sofrerão punições administrativas disciplinares. O governo se comprometeu ainda a apresentar cronograma para promover policiais que têm direito à progressão na carreira por tempo de serviço e a formar comissão para analisar a carga horária da corporação e apresentar propostas em 60 dias. Não está previsto reajuste de salário, mas o estado se compromete ao fim do quadrimestre a se reunir com funcionários públicos para mostrar os dados orçamentários do estado. Nos sete dias de paralisação, 121 pessoas foram assassinadas no Espírito Santo, 666 veículos foram roubados e furtados e 300 lojas saqueadas. Os dados são parciais e ainda não foram confirmados pela Secretaria de Segurança. CRIME Mais cedo, durante coletiva, o secretário estadual de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia anunciou 703 indiciamentos, apenas em um primeiro momento. Está iniciado o processo de responsabilização, tanto no aspecto militar quanto criminal, declarou o secretário, acompanhado dos comandantes da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, da Polícia Civil, Guilherme Daré, e de outras autoridades.

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