Economia
Maior tempo de espera amplia o risco de não voltar à formalidade

Para a economista Luciana Caetano, os desempregados que se encontram há dois anos ou mais procurando emprego correm muitas vezes o risco de não serem absorvidos pelas empresas. Segundo ela, muitos deles não são recrutados pelo mercado de trabalho porque muitas empresas estão fazendo ajustes devido à crise e não têm planos de ampliar a produção. Pelo menos a grande maioria [das empresas] seleciona os que parecem mais adequados a elas, explica. Segundo Luciana, o fato desses trabalhadores estarem há tanto tempo afastados faz com que eles percam competitividade, o que finda levando muitos deles ao desânimo. Acerca desse prazo mais longo que resulta na desistência de busca, ocorre porque em dada hora o indivíduo cansa de bater em tantas portas fechadas, diz. Luciana Caetano destaca ainda que Alagoas tem uma condição que influencia ainda mais no desemprego. Normalmente, a taxa de ocupação no Estado fica abaixo da média nacional, especialmente no primeiro trimestre, período no qual se concentra a pesquisa em questão, quando o comércio e o setor sucroalcooleiro promovem o desligamento de quase 30 mil pessoas, explica. E isso não é compensado por outros setores, cujo comportamento é mais regular, esclarece. * Sob supervisão da editoria de Economia