Economia
SRB pede reação contra suspensão feita pelos EUA

São Paulo, SP A Sociedade Rural Brasileira (SRB) defendeu nessa sexta-feira, 23, que o Brasil reaja à decisão dos Estados Unidos de suspender as compras da carne bovina in natura nacional, mas sem negar os problemas. Eles existem, ainda que diminutos, destacou em nota distribuída nessa data. É preciso reagir, corrigindo, em primeiro lugar, o relacionamento entre os setores público e privado. Em segundo lugar, tomar a iniciativa imediata de alterar as pequenas questões identificadas, visando eliminar os problemas de inspeção. A entidade lembra que na semana passada tinha sido a União Europeia a relatar problemas identificados nas importações de produtos de proteína animal. Em carta ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o comissário europeu de Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, disse esperar que os problemas sejam corrigidos com brevidade. Para a SRB, apesar de uma indústria de carnes moderna e que é vistoriada quase semanalmente por delegações de países importadores, a fragilidade institucional nos mais altos níveis da Nação criou um descrédito. Aliada a essa dificílima questão, a Operação Carne Fraca e, posteriormente, a Operação Carne Fria da Polícia Federal identificaram problemas reais de relacionamento promíscuo entre agentes públicos e o setor privado. Problemas que, é verdade, não destroem a qualidade do produto brasileiro, porém, arruínam a credibilidade das instituições que deveriam garantir essa qualidade, ressalta. A SRB destaca que o comércio internacional, em especial de produtos agrícolas, está sujeito a pressões protecionistas dos concorrentes. A fragilidade institucional existente no País hoje, contudo, permitiu aos concorrentes aproveitar a situação para impor as sanções comerciais ao Brasil nos últimos dias. A entidade defende que o setor privado atue para promover alterações estruturais, tanto no relacionamento com o setor publico como nas ações de inspeção. O setor público precisa modificar a eficiência de seus controles, para garantir a independência de ação de seus auditores, assegurando prioridade e com o reconhecimento de que os serviços públicos se destinam à valorização da produção do Brasil. Ou seja, a transparência no relacionamento entre os setores público e privado deve ser total e valorizada.