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Penhor da Caixa movimenta R$ 7,2 bi

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Brasília, DF Em meio à crise econômica, mais pessoas têm recorrido ao penhor de joias como forma de empréstimo. Segundo a Caixa Econômica Federal, o penhor movimentou R$ 7,2 bilhões em novos contratos e renovações no primeiro semestre deste ano, número 11,3% maior em relação ao mesmo período de 2016. O penhor da Caixa tem uma taxa de juro de 2,1% ao mês e pode ser renovado quantas vezes o cliente quiser. O empréstimo poderá chegar até 100% do valor do bem para clientes com conta salário na Caixa e relacionamento com o banco. Depois de quitar o contrato, o cliente recebe seu bem de volta. São aceitos bens confeccionados em ouro, prata, diamantes, pérolas, relógio ou canetas de valor. O cliente leva a joia para avaliação especializada na Caixa e recebe o dinheiro na hora. É aquele velho ditado, entregam-se os anéis para não entregar os dedos e as mãos. As pessoas estão literalmente entregando os anéis, diz o professor do departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília, Roberto Bocaccio Piscitelli. O endividamento aumentou e as condições de cumprimento das obrigações está cada vez mais difícil. As pessoas estão enfrentando uma crise de desemprego sem precedentes, muitos estão endividados ou continuam trabalhando, mas perderam renda, com redução de jornada. Segundo ele, normalmente, o penhor não é a primeira opção e acaba sendo um recurso usando por aqueles que já esgotaram outras formas de crédito.

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