Economia
Algodão vive cenário favorável
A cultura do algodão experimenta atualmente uma conjuntura favorável, tanto do ponto de vista agronômico, pelo bom desempenho da safra que está terminando agora e pela expectativa otimista para 2017/18, quanto pelo aspecto mercadológico, que motiva os produtores a pensar em ampliar área plantada e os fornecedores da cadeia produtiva do algodão a prover os insumos e tecnologias necessários a uma provável expansão. A afirmação foi feita na terça-feira pelo presidente da Associação Brasilelira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo Moura, na abertura do 11º Congresso Brasileiro do Algodão, que está sendo realizado em Maceió. Moura também frisou a liberação gradativa dos estoques chineses, que sugerem a sustentação dos preços atuais da commodity em torno de US$0,70 a libra peso. A política de proteção aos agricultores chineses se tornou, literalmente, um fardo caro e ruim mantido a um custo insustentável de US$1,2 por libra-peso. O País importava quatro milhões de toneladas de pluma. Passou para um milhão e, este ano, comprou 1,2 milhão. Particularmente, acredito que ela possa voltar aos patamares de três ou quatro milhões de toneladas em dois anos, disse o presidente. O mundo não só quer, como precisa, do nosso algodão. E nós temos todas as condições para suprir essa demanda de forma escalonada e sustentável, disse. O chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa, representando o presidente da entidade, Maurício Lopes, destacou a tradição do CBA na cotonicultura e a presença da Embrapa desde os primórdios do Congresso, quando ainda se chamava Reunião Nacional do Algodão. As colheitas revelam alta produtividade e maturidade do algodão brasileiro para abastecer a nossa indústria têxtil e de mais de 100 países.