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Reajustes para tarifa de telefonia ser�o de at� 29%

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Brasília - Para obter um reajuste de tarifas telefônicas menor do que estipulam os contratos, o governo negocia com as empresas do setor uma redução nas metas de universalização dos serviços. Pelo acordo, ainda em discussão, o reajuste máximo não poderá superar 29%. A fórmula de reajuste prevista nos contratos de concessão prevê que o aumento, que será aplicado em junho, poderia variar de 29% a 43% para determinados itens que fazem parte da ?cesta de tarifas? (habilitação, assinatura e pulso), segundo estimativa oficial. Os contratos estipulam que o reajuste será de acordo com o IGP-DI. Para junho, quando devem ser aplicados os aumentos (para valer em julho), esse índice deve ficar em 32%. As teles vão aceitar um percentual menor - de 28% a 29%-, mas em troca ficarão desobrigadas de atingir certas metas, como a instalação de um certo número de telefones públicos, por exemplo. O acordo tem um objetivo político e outro econômico. O político é permitir ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizer aos usuários que conseguiu um ?impor? um reajuste menor do que o previsto nos contratos feitos no período da privatização (1998), ainda durante a administração de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O objetivo econômico é tentar reduzir em parte o impacto do reajuste das tarifas telefônicas sobre a inflação. Na prática, se conseguir um reajuste de 29%, o governo PT não terá conseguido negociar redução significativa de tarifas e estaria apenas operando dentro das margens que a própria regra contratual prevê.

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