Economia
D�lar e risco-pa�s disparam; bolsa despenca
São Paulo - dólar comercial subiu 2,69% no fechamento desta quinta-feira e terminou o dia vendido a R$ 2,970 com o mercado estressado por conta da suposta renúncia - mais tarde desmentida - do senador Tião Viana (AC) à liderança do governo. No mercado, o ?caso Viana?? foi recebido como uma ?barbeiragem??, que mostra profundas divergências dentro do PT. Além disso, o cenário externo azedou de vez com a preocupação de deflação nos Estados Unidos, desvalorização internacional do dólar e estagnação das economias européia e asiática. Bolsa e risco A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou as operações desta quinta-feira em baixa de 2,45%, com seu mais importante indicador, o Bovespa, em 13.129 pontos. A bolsa interrompeu uma seqüência de três dias positivos, acumulando esta semana queda de 0,6%. O risco Brasil, manteve a trajetória de alta nesta quinta-feira. Segundo o índice EMBI+ do banco JP Morgan, o risco-país, registrou alta de 7,96%, aos 813 pontos-básicos acima dos títulos do Tesouro norte-americano. Os C-Bonds, principais títulos da dívida externa brasileira, cederam 2,80%, cotados a 86,62% do valor de face. O motivo da mudança de tendência foi o ajuste dos investidores. ?Isso é realização de lucros. E é preciso lembrar que os grandes compradores dos títulos lá fora são bancos brasileiros, que estão vendendo C-Bond e comprando dólar?, explicou Luiz Antônio Abdo, da Pioneer Corretora.