Economia
Serviços recuam 3,8% em Alagoas, diz IBGE
O volume de serviços prestados em Alagoas recuou 3,8% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2017, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com março, o setor de serviços do estado registrou alta de 1,3%. Já no acumulado do ano, retraiu 6,2%. Em abril, 15 estados registraram queda no volume de serviços, em relação a abril de 2017. Incluem-se aí os nove estados nordestinos, com destaque negativo para a Bahia, cujos serviços recuaram 11,2%. Em seguida aparecem Paraíba (-8,4%), Sergipe (-8,1%) e Ceará (-4,6%). Em todo o País, o volume do setor de serviços cresceu 1% de março para abril deste ano. Essa foi a primeira alta do setor do ano, neste tipo de comparação. Na comparação com abril de 2017, o setor teve um crescimento de 2,2%, a mais alta desde março de 2015 (2,3%). Apesar do bom desempenho em abril, o segmento acumula quedas de 0,6% no ano e de 1,4% no em 12 meses. Na passagem de março para abril, quatro das cinco atividades do setor de serviços tiveram alta: serviços prestados à família (1,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%), transportes e correio (1,2%) e outros serviços (0,7%). Os serviços de informação e comunicação (-1,1%) é a única atividade em queda. A receita nominal do setor de serviços teve altas de 0,9% na comparação com março, de 4,6% na comparação com abril de 2017, de 1,9% no acumulado ao ano e de 2,9% no acumulado de 12 meses. Apesar da alta registrada pelo IBGE, a Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas do setor de serviços devem ter uma queda de 0,5% em 2018, na comparação com 2017. Para a entidade, ainda não é possível confirmar se já teve início um processo de recuperação do setor. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, analisou que os serviços são o setor que têm maior dificuldade em recuperar o crescimento econômico. Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a carência de investimentos, decorrentes das incertezas relacionados ao quadro político de 2018, ainda se coloca como um obstáculo à recuperação das atividades contempladas na PMS, uma vez que a maior parte das receitas geradas tem origem na prestação de serviços entre as empresas, explica.