Economia
D�lar recua, mas ind�stria reajusta pre�os
São Paulo - As pressões por reajustes de preços, embora menores e mais localizadas em relação ao ano passado, ainda existem. Na indústria eletroeletrônica, por exemplo, os fabricantes têm insistido em reajustes em torno de 10%, mesmo com a queda de 17,74% do dólar no quadrimestre. Eles alegam que há repasses a serem feitos por conta de aumentos de matérias-primas como aço, papelão e plásticos. No ano passado, segundo o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Paulo Saab, com a disparada do dólar o ajuste do aço, por exemplo, o aumento de custos ficou em torno de 80%. Mas a indústria alega que só repassou para o varejo, durante todo o ano, um aumento médio de 8%. O setor tem acompanhado os índices de inflação. Os juros altos e o crédito escasso, observa Saab, têm derrubado as vendas. No primeiro trimestre, a queda foi de 14,27%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos supermercados ,as maiores pressões altistas vêm de dois produtos que fazem parte do prato diário de boa parte dos brasileiros, o arroz e o feijão. ?Uma quebra na safra levou o preço do arroz no atacado a subir 50% e o feijão, entre 20% e 30%?, diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Susumu Honda. No caso do arroz, explica, com o dólar mais baixo, uma saída pode ser a importação do produto. ?Para o feijão, a situação é melhor porque temos três safras anuais e o preço tende a se estabilizar. O governo também pode ter algum estoque regulador.? O aumento do arroz, segundo ele, deve chegar aos poucos ao consumidor, dependendo dos estoques do varejo. Outros produtos que subiram muito no fim do ano, pressionados pelo câmbio, como o óleo de soja, diz, começam a aparecer com preços menores.