Economia
Presta��o da casa pr�pria vai subir 6,84%
Brasília e São Paulo - A prestação da casa própria vai subir 6,84% no mês de junho, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). O índice é válido para contratos de financiamento do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) vinculados ao PES (Plano de Equivalência Salarial) por categoria profissional com data-base para aumento salarial em maio e prazo de 30 dias para repasse às prestações. Os contratos com data-base em abril e defasagem de 60 dias para repasse às prestações terão aumento de 6,65%. Os aumentos incluem a variação do índice de atualização do saldo devedor nos últimos 12 meses e o índice de produtividade de 3%, estabelecidos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Os mutuários que tiverem um reajuste maior na prestação do que o obtido no salário poderão solicitar revisão de cálculo ao banco. É necessário apresentar os últimos 12 holerites. É preciso lembrar que a diferença obtida na revisão do contrato é incorporada ao saldo devedor, o que aumenta a dívida futura do mutuário. Crédito Apesar da promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de transformar o setor de construção civil em motor do desenvolvimento e da geração de empregos, no primeiro trimestre deste ano apenas 2,51% do total de R$ 5,3 bilhões em recursos previstos para o setor de habitação foram investidos em financiamentos que priorizam a construção de imóveis novos. Ao todo, foram investidos apenas R$ 133,24 milhões em projetos do gênero. O estudo, que aponta outros problemas enfrentados pelo setor no primeiro trimestre, foi apresentado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) ao vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Governo da Caixa Econômica Federal (CEF), Aser Cortines, na semana passada. O representante do principal órgão federal para o financiamento da habitação mostrou-se atento às preocupações do setor e enumerou uma série de modificações que já estão sendo implementadas na CEF para facilitar o acesso das construtoras às linhas de crédito para imóveis na planta. De acordo com o presidente do Sinduscon-MG, Teodomiro Diniz Camargos, já é tarde para que o governo coloque no mercado o total de recursos previstos para a habitação até dezembro. Segundo ele, o primeiro trimestre foi de muitas adaptações e mudanças gerenciais na Caixa, mas o tempo perdido foi crucial. ?Acho muito difícil. Exige um belo trabalho de mudança na gestão interna da Caixa?, afirmou, ao explicar que o sistema de liberação de crédito do banco para as construtoras é muito burocrático e, de certa forma, beneficia empresas novas. ?Uma empresa que não tem nenhum empréstimo no mercado, mas também nenhuma realização, tem mais chances de conseguir do que uma tradicional, com muitas obras já feitas?, diz Camargos.