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Caminho não será interrompido

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Eliane Oliveira Brasília - Contente com os resultados da balança comercial, que continua superavitária a despeito do aumento das importações, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, conta que está fazendo um trabalho de catequese para convencer pequenas e médias empresas a exportarem. E revela que vem conversando com representantes de governos estaduais para que os estados brasileiros se engajem no esforço exportador. Para Furlan, independentemente dos acordos comerciais que estão sendo negociados, o Brasil vem conquistando novos espaços no mercado internacional. Mas o ministro admite que os tratados precisam ser mesmo fechados para permitir a ampliação das exportações brasileiras. Ele destaca que, mesmo com as dificuldades encontradas nas negociações entre Mercosul e União Européia e nas conversas para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), há possibilidades concretas em vista. Há o acordo com a Comunidade Andina (Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador) e estamos concluindo as negociações com a África do Sul e a Índia. São acordos diferentes, mas com boas perspectivas para entrarmos numa nova fase no comércio exterior - ressalta o ministro, acrescentando que o Brasil não perdeu a esperança de fechar um acordo de livre comércio, ao lado dos demais parceiros do Mercosul, com a União Européia. Furlan informa que o governo está trabalhando em três frentes: a conquista de novos mercados; a diversificação da pauta exportadora com produtos de maior valor agregado e a inclusão de novas empresas no esforço exportador. Há empresas com produtos extraordinários que não têm capacidade de produção ou não fazem esforço de mercado externo, e agora vão fazer. Neste momento, por exemplo, há uma exposição de artesanato baiano em Barcelona, na Espanha, e estamos fazendo um corpo a corpo com os Estados. A idéia é motivar as empresas a darem um salto. É um trabalho de formiguinha, de catequese, com a participação do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas) e da Apex (Agência de Promoção das Exportações), afirma. Com esse objetivo, Furlan conta que já foram realizados 84 encontros de Comércio Exterior (Encomex) nos Estados. Quanto às grandes empresas, o ministro disse estar tranqüilo, pois existe mercado lá fora para os exportadores. Como dizem: o melhor adubo da economia é o lucro. Há setores que estão indo muito bem, como os de automóveis, móveis, eletrodomésticos, máquinas de terraplanagem, calçados, máquinas e equipamentos, enfatiza. Nem mesmo o preço do petróleo desanima o ministro. Segundo ele, a elevação das importações por causa da alta da cotação internacional tem sido compensada pelas exportações de derivados, como óleos especiais e gasolina. Nosso caminho não será interrompido porque o preço do petróleo está em US$ 50. Continuamos dando sustentabilidade às exportações, assegura.

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