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Tocantins quer agroindústria de Alagoas

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Patrycia Monteiro Com grande potencial de crescimento e muita área livre disponível para produção agrícola, o Tocantins está buscando a expansão e a diversificação de sua economia. Por isso, ontem, representantes do governo do Estado tocantinense estiveram em Alagoas para apresentar aos empresários da agroindústria canavieira e plantadores de cana as vantagens oferecidas para atraí-los para a região Centro-Oeste. Lá, os interessados na empreitada encontrarão terras fecundas, topografia plana e clima favorável com chuvas regulares. Além disso, o Tocantins oferece incentivos fiscais tentadores - isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os plantadores de cana-de-açúcar e desconto de apenas 2% sobre a produção de usinas e destilarias. Alagoas está na vanguarda da agroindústria canavieira nacional, diz o secretário da Agricultura do Tocantins, Roberto Sahium. Queremos alavancar o desenvolvimento do setor sucroalcooleiro do nosso Estado. Para tanto, não queremos inventar a roda. Pretendemos levar o notório know-how de Alagoas para o Tocantins e não pouparemos esforços para levar os alagoanos para o Tocantins, afirma. Por outro lado, Sahium reforça que não tem intenção de promover um guerra fiscal com outros estados, inclusive com Alagoas, promovendo uma evasão das unidades industriais aqui instaladas para o Tocantins. O que queremos é firmar uma parceria que seja interessante para os dois lados, diz. Sabemos que muitos grupos estão expandindo seus negócios para outros estados porque Alagoas não tem mais área disponível para os canaviais. O que queremos é que estes empresários optem pelo Tocantins quando decidirem fazer novos investimentos, explica. Soja e carne As principais atividades econômicas desenvolvidas pelo Estado de Tocantins atualmente são a pecuária e o cultivo de soja. Ano passado, a carne e a oleoginosa foram os principais produtos exportados pelo Estado tocantinense. Ano passado houve um incremento na balança comercial do Tocantins de 155% - um dos maiores crescimentos observados no País, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No total, o Estado faturou US$ 116,4 milhões com a venda de mercadorias no exterior. Destes, US$ 100,9 milhões foram relativos à comercialização de soja e cerca de US$ 10 milhões, resultado da exportação de carne e derivados. O suco de abacaxi é o terceiro produto de maior peso da pauta tocantinense. Entretanto, a cana-de-açúcar gera mais empregos que a soja, diz o secretário da Agricultura do Tocantins. Além disso, o Brasil está caminhando para se tornar a Opep dos combustíveis limpos e não podemos perder a oportunidade de fazer parte deste processo de crescimento, afirma Roberto Sahium, mencionando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, cartel formado pelos maiores produtores mundiais do combustível, que detém 40% da produção petrolífera. Em Tocantins, há, na atualidade, apenas uma usina produtora de açúcar um tanto sucateada, confessa o secretário. Nossa meta é atrair seis novas unidades agroindustriais no prazo de cinco anos. Com isso vamos aumentar muito nossa área plantada de cana-de-açúcar que ocupa tímidos 5 mil hectares, enumera Sahium. Para tanto contamos também com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do BNDES, e também de capital externo, de instituições financeiras internacionais - já que o Tocantins é um dos únicos estados brasileiros que tem classificação A na Secretaria do Tesouro Nacional, argumenta o secretário. E que não duvidem de seu empenho. Em 4 de maio, uma comitiva alagoana vai conhecer o Estado durante numa feira de agronegócios realizada em Palmas.

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