Economia
Empresários reivindicam equalização
Patrycia Monteiro Editora de Economia Lideranças da agroindústria canavieira de Alagoas se reuniram ontem com o ministro Aldo Rebelo para expor seus argumentos a favor da liberação de recursos da equalização de custos de produção de cana-de-açúcar no Nordeste em relação ao Sudeste. Se o pagamento do subsídio fosse retomado por parte do governo federal, que há três anos suspendeu o repasse, R$ 280 milhões seriam injetados no setor sucroalcooleiro nordestino por ano. Alagoas ficaria com 80% deste volume financeiro da equalização porque é o maior produtor de cana da região. A equalização foi estabelecida na década de 70 e em valores atuais repassaria, por cada tonelada de cana, R$ 5,0734 para o produtor. Se os depósitos suspensos fossem depositados hoje, Alagoas receberia R$ 413 milhões. ### Rebelo promete participação no debate No encontro entre empresários e o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, o presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), Pedro Robério Nogueira, expôs os aspectos positivos do setor sucroalcooleiro alagoano, um dos mais competitivos do País. Representamos 20% do PIB (Produto Interno Bruto de Alagoas) e mantemos 120 mil empregos diretos. Nossa produtividade cresceu nos últimos 20 anos - de 50 toneladas por hectare saltamos para 63, afirmou Nogueira, mencionando que ainda assim a produção de cana na região tem custos mais altos do que em São Paulo, por exemplo, por causa da topografia e clima nordestinos. Sabemos que não podemos assumir o papel de principal fornecedor de cana-de-açúcar do Brasil porque o esgotamento da fronteira agrícola é uma realidade, cabendo a São Paulo e Minas Gerais essa missão, mas Alagoas pode servir de blindagem da produção da matéria-prima, que se tornará cada vez mais estratégica para o crescimento do País, disse. O ministro Aldo Rebelo prometeu participar do debate sobre a equalização no Planalto Central. Ele mencionou que nenhum cenário de desequilíbrio regional no mundo pôde ser rompido sem o apoio de políticas públicas. Se o Nordeste tiver um crescimento do PIB menor do que o nacional é sinal de que as desigualdade regionais se aprofundaram ? e não é isso que queremos no futuro, disse. |PM