Economia
APL atrai novos investimentos para AL
Patrycia Monteiro Editora de Economia O setor de plásticos e químicos de Alagoas atravessa fase de grande animação. Depois de o Arranjo Produtivo de Plástico ter sido tirado do papel e colocado em prática - reduzindo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre a comercialização de matéria-prima vinda do Pólo de Camaçari (BA), trazida pela Braskem ? vários empreendedores têm anunciado a ampliação de seus negócios no Estado e novas empresas estudam realizar investimentos também. Pretendo fazer aquisições de cinco máquinas no valor de R$ 8 milhões, diz Gilvan Leite presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial Luiz Cavalcanti (Adedi) que também tem negócios no Distrito Industrial. Outro que também está investindo em novos equipamentos é o empresário Wellington Pessoa, da Ultraplast, que pretende abrir uma nova unidade fabril no Estado. Para tanto, Pessoa já desembolsou cerca de R$ 3 milhões em maquinário no segundo dia da Brasilplast ? a maior feira do setor de plásticos da América Latina, que começou segunda-feira e vai até o dia 8 de abril. Por falar no evento, Alagoas marcou presença com a manutenção de um estande em parceria com o governo do Estado. BRASKEM Outra novidade, é o papel da indústria química Braskem no APL do plástico no Estado. A empresa extrapolou seu papel inicial de fornecedora de matéria-prima e agora está também intermediando a chegada de empresas no Estado. Estamos mostrando aos nossos clientes do eixo Sul-Sudeste as vantagens de se investir no Nordeste, explica Jorge Augusto Bastos, diretor industrial da Braskem. Claro, muitas empresas têm se mostrado interessadas em se instalar em Alagoas por causa da proximidade conosco e das novas facilidades em se adquirir PVC polietileno e polipropileno, além das vantagens oferecidas pelo APL. Um exemplo disso é a Reluznor, empresa de um grupo paulista que vai implantar uma indústria de policloreto de alumínio no pólo industrial de Marechal Deodoro mês que vem. O produto serve para fazer tratamento de água. Outra que vai iniciar obras de sua nova unidade industrial em Alagoas é a pernambucana Interlândia, uma empresa que vai fabricar produtos de limpeza. A Nortelit, de Pernambuco, também está considerando seriamente a implantação de três novas unidades de negócio no estado, garante Bastos. O grupo pode chegar a investir R$ 65 milhões numa fábrica de derivados de PVC (tubos e conexões), em uma distribuidora de materiais de expediente e em uma fábrica de papel, afirmou o executivo, mencionando que se a empreitada se concretizar 400 novos empregos serão criados. Outro investimento de pequeno porte previsto é o da pernambucana Plastimar. A empresa fabricante de eletrodutos e cantoneiras de PVC pretende investir R$ 1 milhão numa nova empresa.