Economia
Laboratório suspende venda de analgésico
Folha Online O laboratório farmacêutico Pfizer do Brasil anunciou oficialmente que suspendeu a venda do antiinflamatório Bextra nas farmácias do País. Segundo a empresa, a decisão de suspensão da venda do medicamento é temporária e a empresa vai reembolsar os pacientes estão em tratamento com o Bextra. As formas de recolhimento e de reembolso ainda serão definidas pela empresa. Ontem, agências reguladoras de remédios da Europa e dos Estados Unidos mandaram a Pfizer tirar do mercado o antiinflamatório Bextra. O Bextra é um dos dos poucos antiinflamatórios que não se tomam apenas por via oral; é aplicado também por meio de injeções e usado em crises agudas. É da mesma família dos antiinflamatórios e analgésicos conhecidos como inibidores do COX-2, que apareceram no mercado em 1998 como alternativa protetora do estômago, atacado pelos medicamentos de gerações anteriores. A FDA, órgão do governo dos Estados Unidos que regulamenta e autoriza o comércio de remédios, informou que estudos demonstraram que o Bextra provoca o aumento de reações alérgicas na pele duas a quatro vezes mais que outros medicamentos do gênero analisados pela entidade.