Economia
Fonseca continua no comando da Algás
Petrônio Viana Repórter O engenheiro civil Gérson Fonseca vai permanecer à frente da Gás de Alagoas S/A (Algás). A decisão deverá ser anunciada pelo governador Ronaldo Lessa na semana que vem, quando ele pretende voltar a Maceió. O governador viajou para São Paulo para fazer uma avaliação médica e, em seguida, embarca para Brasília, onde será realizada, nesta terça-feira, uma reunião da executiva nacional do PDT. Em março, a saída de Fonseca da empresa era dada como certa. Ele deixaria o cargo para Corintho Campelo da Paz, no conjunto de exigências feitas pelo PDT, legenda de Lessa e Corintho, O governador teria desistido da substituição por pressões do corpo de funcionários da Algás e de investidores do setor, que consideram Fonseca um administrador competente e um profundo conhecedor do ramo. Especializado em gestão empresarial e marketing, com um histórico de 18 anos de serviços prestados à Petrobras, onde ocupou diversos cargos de chefia, Fonseca assumiu a presidência da Algás em 2003, destacando-se por ser um técnico à frente de um órgão geralmente comandado por indicações políticas. Desde então, a empresa vem obtendo resultados satisfatórios e, mesmo com um orçamento reduzido, tem elevado seu faturamento. Por esse trabalho, Fonseca recebeu o reconhecimento de profissionais e empresários do setor em todo o País. Um outro fator que influenciou a decisão de Lessa foi a nomeação de Fonseca, na tarde de ontem, como diretor da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Natural (Abegás), cargo que dará ao engenheiro uma projeção nacional ainda maior. Fonseca tem o respeito dos funcionários da Algás, que chegaram a declarar luto dentro da empresa quando foi anunciado que ele deixaria o cargo. A notícia de que o técnico não mais seria substituído estava sendo aguardada pela assessoria de comunicação da empresa mas, até a última sexta-feira, ainda não havia sido confirmada oficialmente pelo Palácio dos Martírios. Por outro lado, a manutenção de Gérson Fonseca na Algás deverá ter reflexos no relacionamento do governador de Alagoas com o PDT. Lessa terá de negociar um novo cargo, senão para Corintho Campelo, para algum outro representante do partido.