Economia
FMI pede ao país uma estratégia realista
Agência o Globo O Fundo Monetário Internacional (FMI) condicionou a negociação de um novo acordo com a Argentina à elaboração de uma estratégia realista por parte do governo Néstor Kirchner em relação aos credores do país que não participaram da operação de renegociação da dívida pública, encerrada em 25 de fevereiro passado. O FMI não pediu à Argentina que reabra a operação de swap, mas tem pedido com insistência ao governo que desenvolva uma estratégia realista para lidar com os detentores de bônus que não participaram da troca - que têm cerca de US$ 20 bilhões de títulos em default. Se houvesse um futuro programa, as autoridades precisariam desenvolver uma estratégia realista para lidar com os credores que não participaram, disse o porta-voz do Fundo, Thomas Dawnson. A Argentina suspendeu, no ano passado, o programa de US$ 13 bilhões com o FMI para se concentrar na reestruturação da dívida. Mas o organismo e o Tesouro americano estão preocupados com o futuro dos credores que não aceitaram a troca. Nosso país demonstrou seriedade e os resultados podem ser observados por todos, respondeu o vice-ministro da Economia argentino, Oscar Tangelson. O Fundo Monetário está atualmente realizando sua revisão econômica anual sobre a Argentina, uma avaliação que normalmente é feita com todos os participantes. A revisão vai formar as bases para as conversas em qualquer futuro programa com o FMI, já disseram as autoridades do organismo e também do governo argentino.