Economia
Petrobras quer fazer unidade gás no NE
Agência O Globo Rio - A Petrobras estuda a construção de uma unidade de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Nordeste para entrar em operação após a inauguração do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), prevista para 2007. O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Suprimento de Gás, Jorge Hijjar, disse que a idéia é que a planta seja de pequeno porte e seja feita em parceria com alguma distribuidora de gás canalizado da região. A localização exata ainda não foi definida, pois os estudos são ainda preliminares, segundo o executivo, mas a unidade deverá ficar em algum ponto do gasoduto chamado de Nordestão, que liga a Bahia à Fortaleza. Hijjar disse que a capacidade deverá ser inferior à da unidade de GNL de Paulínia, que faz parte do projeto da joint venture da White Martins com a Petrobras, chamada de Gemini, e que recebeu investimentos de US$ 50 milhões. A capacidade da unidade de GNL de Paulínia (SP) é de processar 380 mil metros cúbicos por dia e a White Martins já anunciou que estuda construir outra unidade do mesmo porte no mesmo local. A entrada em operação da primeira unidade está prevista para janeiro ou fevereiro. Hijjar explicou que a aceitação do GNL no projeto Gemini está superando as expectativas e por isso já se pensa em construir novas unidades. O GNL permite a redução do volume do gás natural em até 600 vezes. Segundo Hijjar, no Nordeste, a planta serviria para criar o mercado de gás natural em locais onde a rede de distribuição não chega. Petróleo O Comitê de Coordenação do CTPETRO, que gerencia o Fundo Setorial do Petróleo, definiu em janeiro o valor dos investimentos a serem aplicados em 2005, nas diversas linhas de apoio criadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, no valor total de R$ 55 milhões. Este valor, o menor se comparado aos anos anteriores, é conseqüência da aplicação pelo governo federal da Reserva de Contingência de R$ 779 milhões sobre os fundos setoriais (total geral de 51,9% sobre o orçamento previsto), sendo que o CTPETRO foi o fundo com o maior percentual de contingenciamento: 81,2% sobre o orçamento inicial de R$ 463 milhões. Assim, do valor de R$ 87 milhões disponíveis, descontados os compromissos anteriores (com desembolsos previstos para 2005), restam apenas R$ 55 milhões. O efetivo cumprimento da Lei do Petróleo, que destina parte dos recursos dos royalties ao MCT para serem investidos no desenvolvimento tecnológico de interesse da indústria do petróleo, fica comprometido, especialmente considerando que a previsão de arrecadação destinada ao MCT, em 2005, é de aproximadamente R$ 840 milhões.