Economia
CNI aposta em crescimento do setor na previsão para 2005
Denise Marin Agência Estado A Confederação Nacional da Indústria (CNI) puxou para cima sua previsão de crescimento da atividade do setor neste ano, apesar de manter uma dose de ceticismo em relação à economia brasileira, por conta das altas taxas de juros e da expansão dos gastos públicos. Em dezembro passado, a estimativa era de aumento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Ontem, a CNI divulgou seu novo cálculo, de 4,8%. No embalo do crescimento de 5,2% da economia brasileira em 2004, o PIB deverá aumentar 4,0% em neste ano - um percentual menor, porém mais expressivo que a média da última década. Esse ritmo se materializa a despeito da prevalência do custo do financiamento (taxa de juros) e da carga tributária elevados e dos mercados mal regulados, advertiu a CNI, por meio de seu Informe Conjuntural. Por outro lado, os receios da Unidade de Política Econômica da CNI estão na condução macroeconômica. Seus economistas chamam a atenção para a necessidade de maior controle fiscal e argumentam que a expansão dos gastos públicos leva ao aumento da carga tributária - arcado, em grande medida, pelo setor privado - e ao aumento do endividamento. Ambos os fatores contribuem para o aumento do risco-país e, portanto, do custo financeiros dos investimentos produtivos. A indústria, entretanto, reconhece que não há temores em relação ao ritmo das exportações de bens e serviços, que crescerá 9,5% neste ano, à geração de empregos pelo setor, que baterá recorde, e com o reaquecimento da demanda interna do País. As ampliações da oferta de crédito e da massa salarial continuarão a fortalecer o consumo das família, que é o principal componente do PIB.