Economia
Reajuste de tarifa de fixo-móvel é adiado
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Elifas Gurgel do Amaral, afirmou que o reajuste de 7,99% da tarifa de ligação entre telefones fixos e celulares só entrará em vigor depois de acertado o imbróglio da tarifa de interconexão (VU-M), o que poderá levar até o fim do mês. Gurgel, que tomou posse ontem do cargo, confirmou que o reajuste das ligações de fixo para celular terá ainda de ser homologado pelo conselho diretor da Anatel. Mas o reajuste anunciado está mantido, afirmou Gurgel. negociação As operadoras de telefonia fixa e móvel tentam negociar reajuste da VU-M há mais de dois meses, mas não chegaram a um consenso. A Anatel, inclusive, já abriu processo de arbitragem sobre a questão. Enquanto que as operadoras celulares, que ficam com cerca de 80 por cento da VU-M, argumentam que esta tarifa é importante para geração de caixa, as operadoras fixas reclamam de que se trata de uma pesada despesa. A Anatel havia definido inicialmente índice de 8,43% de reajuste para a tarifa fixo-móvel, valor que acabou sendo reduzido após negociação direta do ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. Interferência Questionado sobre o papel do ministério nesse processo, Oliveira negou que tenha havido interferência no trabalho da Anatel. Quem discutiu as tarifas tecnicamente foi a Anatel. Como ministro, eu apenas dei uma ajuda para que as empresas cedessem um pouco. Eu fiz uma solicitação, afirmou o ministro a jornalistas. Em discurso durante a posse, Oliveira destacou que a Anatel trabalha com total interferência e sem gerência externa, mas frisou que seu papel é garantir que os contratos sejam preservados, mas que o consumidor também seja preservado. Quarta-feira passada (dia 7), a Anatel anunciou reajustes de tarifas das chamadas entre telefones fixos e móveis (VC-1), que entraria em vigor no domingo. As empresas pretendiam um índice de reajuste de 9,71%, que correspondia a um desconto de 20% sobre o indexador das tarifas (IGP-DI) de 12,14% acumulado no período dos 12 meses anteriores à data-base do reajuste, que era no início de fevereiro.