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Produtos brasileiros conquistam Europa

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AGÊNCIA ESTADO SÃO PAULO - Desde a conquista do pentacampeonato e da eleição do presidente Lula, o Brasil virou moda na Europa. A modelo Gisele Bündchen e alguns estilistas brasileiro também ajudaram a melhorar a imagem do nosso País no Velho Continente. E o cenário futuro é ainda mais promissor: 2005 é o Ano do Brasil na França, onde brasileiros poderão mostrar seus produtos, sua modernidade e sua diversidade cultural. Uma excelente vitrine para provar que o Brasil não vive só de samba, futebol e carnaval. Os produtos brasileiros começam a ser vistos sob outro ângulo na Europa. Além de exótico, o produto made in Brazil já é considerado de qualidade superior pelo exigente público europeu. Mais ainda é preciso provar que o brasileiro não produz apenas pão-de-queijo e cachaça. Outros produtos gastronômicos, cosméticos e têxteis serão divulgados ao longo desse ano, e contribuirão para melhorar a imagem das mercadorias brasileiras no mercado francês. REPORTAGENS Desde março deste ano só dá Brasil na imprensa francesa. A Télérama, o Figaro Magazine e o Paris Match publicaram edições especiais inteiras sobre o Brasil. Só a revista L´Express dedicou 75 páginas. O famoso Le Monde divulgou reportagens especiais sobre a música popular brasileira e uma página inteira com uma entrevista com Claude-Levis Strauss. Tudo por conta das comemorações da abertura do Ano do Brasil na França que vai até dezembro próximo. ESPAÇOS CULTURAIS O País estará nos espaços culturais mais prestigiados em Paris e outras capitais francesas. Mais de 200 manifestações culturais tomarão conta do Grand Palais, Louvre, Beabourg, Musée D´Orsay, Georges Pompidou e da Biblioteca Nacional da França, para citar alguns exemplos. A programação dos eventos é bem significativa e incluiu exposições de pinturas e fotos, dança, teatro, arte indígena e barroca, música e cinema. Além das exposições haverá simpósios, conferências e festivais sobre o Brasil. Para nenhum francês botar defeito. No dia 14 de abril as câmaras de comércio França-Brasil promoveram um evento especial sobre as parcerias econômicas entre os dois países, apontando as diversidades dos investimentos franceses no Brasil e mostrando as novas oportunidades para ampliação do comércio. ### Apex promove Ano do Brasil na França Ao longo do ano, a Apex, Agência de Promoção de Exportações do Brasil, patrocinará a divulgação e venda de produtos brasileiros em grandes lojas de departamento e redes de supermercados. Também haverá semanas gastronômicas para popularizar a culinária brasileira e seus produtos típicos. Programação O Ano do Brasil na França começou com uma retrospectiva da obra de Cícero Dias, pintor pernambucano que morou em Paris em 1937 e conviveu com outros modernistas da cidade. Ainda no campo das artes plásticas, outros nomes que ocupam espaços de exposição ao longo do ano são Antônio Bandeira e Adriana Varejão. Na fotografia, os destaques ficam com Sebastião Salgado e com o francês Pierre Verger, famoso por construir um panorama da cultura afro-brasileira. No Conservatório Internacional de Parques e Jardins o paisagista Burle Marx ganha homenagem e volta ao destaque na França. No campo da música, quem faz sucesso é a cantora Maria Rita, Marcelo D2 e DJ Dolores, que viram trilha sonora obrigatória dos franceses. Na dança será a vez do coreógrafo Itamar Bertazzo e do Grupo Corpo, com espetáculos ao longo do ano. Pela primeira vez o Brasil reúne todas as armas para melhorar de vez sua imagem diante do Velho Continente, tirando dos europeus conceitos estereotipados e de viés colonizador.Texto sem parágrafo... As marcas ?made in Brazil? conquistam cada vez mais consumidores no continente. O Brasil virou moda na Europa e essa onda verde e amarela está impulsionando as vendas de produtos brasileiros. Em muitos casos, Portugal funciona como plataforma, tanto para os exportadores de primeira viagem como para empresas que querem se fixar no exigente mercado europeu. Para os potenciais exportadores, as oportunidades são muitas. É o que conta a representante da Embratur na Europa, Vera Sanches, sobre a experiência do escritório da empresa no centro de Lisboa. Muitas pessoas vêm ao escritório, dizendo que estiveram no Brasil, gostaram de um produto ou artesanato e que querem importar, porque acham que teria mercado na Europa. Ela acredita que três áreas teriam maior oportunidade: moda, artesanato e software. Segundo António Bustorff, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, o aumento das trocas comerciais é uma conseqüência direta do aumento dos investimentos.

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