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D�lar fecha a R$ 3 com nervosismo do mercado

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São Paulo ? O nervosismo do mercado externo ditou o ritmo dos negócios ontem no mercado doméstico. As preocupações com uma recessão mundial, além dos atentados terroristas no Oriente Médio, elevaram o risco país e impulsionaram e o câmbio. O dólar comercial fechou ontem a exatos R$ 3 depois de oito dias sendo vendido abaixo desse patamar. A valorização da moeda norte-americana nesta segunda-feira foi de 1,86%. Ganham força as apostas de que as cotações vão subir ainda mais a partir de agora, e por isso bancos e investidores aproveitam para comprar. O mercado vê o fim da euforia exagerada das últimas semanas e prepara-se para um acerto do dólar. A nova onda de atentados nos países árabes e Israel também é motivo de preocupação. O debate sobre os juros, porém, foi o principal motivo de tensão para os investidores, além do risco de recessão econômica mundial. ??O mercado ficou mais nervoso no período da manhã, quando houve mais saídas??, afirma Alessandro Malagutti, operador da corretora Comex. O dólar turismo recuou 0,32%, para R$ 3,070, e o paralelo caiu 0,31%, para R$ 3,150. A cotação máxima do dia para o dólar comercial foi R$ 3,004 e a mínima, R$ 2,941. Risco e Bolsa Por conta de um movimento de realização de lucros, o C-Bond, título mais negociado da dívida externa brasileira, teve desvalorização de 1,84% e fechou vendido a 86,875% do valor de face. O risco-país subiu 2,61%, para 823 pontos. Os investidores aparentemente ignoram a decisão do banco de investimentos Merril Lynch, que elevou ontem a recomendação para os títulos brasileiros de ??marketweight?? (média do mercado) para ??overweight?? (acima da média). A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também não ficou inume ao abalo das bolsas no mundo. O Ibovespa caiu 3,62%, com giro financeiro, engordado pelo exercício de opções, de R$ 1,406 bilhão.

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