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Preço do álcool deve cair no futuro

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| CLARICE SPLITZ Folha Online A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem que o preço do álcool combustível deve cair nos próximos anos com a incorporação de novas tecnologias, o aumento da oferta e o crescimento da infra-estrutura. Dilma lembrou que existe hoje uma tendência de ajuste para cima dos preços do petróleo, o que torna o álcool fundamental. Ela disse que um aumento da demanda internacional pelo etanol deve ser puxado ainda pela preocupação ambiental após o Protocolo de Kyoto [acordo multilateral para a redução da emissão de gases poluentes]. Estamos em uma fase de transição e teremos que perseguir esta economia sabendo da importância da política energética e dentro dela a política de fontes renováveis. Dilma disse que em 2010 o consumo estimado de etanol será de 20 milhões de metros cúbicos e a produção de 25 milhões de metros cúbicos. Ela citou, ainda, o aumento do investimento em infra-estrutura para exportação como forma de baratear o preço do álcool ao dizer que a Petrobras está investindo US$ 315 milhões em portos e estruturas para escoamento de produção. Gás natural veicular A ministra da Casa Civil admitiu que pode haver novo reajuste de Gás Natural Veicular (GNV) utilizado em carros. Em suas palavras, um novo ajuste é inexorável e pode ocorrer por preço ou pela diminuição de quantidade de gás fornecida, uma vez que a capacidade de produção do insumo hoje no País é limitada. Ela não deu prazos para o eventual reajuste e disse que o horizonte de tempo ocorrerá em função da demanda de gás natural. É inexorável que o ajuste se dê. Ou o mercado fica estagnado ou você tem um aumento de preço, afirma. Segundo Rousseff, o preço do gás natural em relação ao álcool e à gasolina é baixo. Por outro lado, a falta de gás natural atualmente para suprir a demanda impede, por exemplo, a migração de usuários de álcool e gasolina para veículos com GNV. Não tem como deslocar os usuários porque não há gás natural. As condições para produzir mais gás hoje inexistem. Não há como fornecer mais gás natural veicular. O gás não dá em árvore. O último reajuste de gás natural ocorreu em 1º de novembro, na segunda parcela do reajuste dos preços do gás natural produzido no Brasil e na Bolívia. O gás natural brasileiro foi reajustado em 5% e o gás boliviano em 10%. Palocci Dilma Rousseff cobrou mais investimentos em logística e energia e defendeu que o governo não ultrapasse a meta fiscal prevista para este ano. Ela, no entanto, negou que faça oposição dentro do governo ao ministro Antonio Palocci (Fazenda), principal defensor na Esplanada de uma política econômica mais conservadora. Segundo Dilma, os investimentos em logística e energia são pilares da economia que devem ser somados à estabilidade econômica. O País tem que ter uma economia baseada no pilar da estabilidade e da robustez macroeconômica, no pilar da logística e no pilar da energia, afirmou a ministra, que participou ontem de seminário sobre o Proálcool em São Paulo. Dilma também afirmou que a meta de superávit primário (receitas menos despesas, excluídos os pagamentos de juros) de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas do país) deve ser cumprida neste ano e no próximo. A minha posição é a do governo e a posição do governo é a meta que o governo estabeleceu. Entre janeiro e setembro, o governo já ultrapassou a meta de superávit de todo este ano em R$ 3 bilhões. Um governo não é como uma pessoa que quando sobrou dinheiro e pode gastar em que quiser. O governo deve gastar em atividades que resultem em benefícios para a economia do País e para o conjunto de sua população.

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