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Classe E possui 40% dos pré-pagos

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| FOLHA ONLINE As pessoas pertencentes à classe E aquelas que recebem até R$ 400 por mês possuem 39,6% dos telefones celulares pré-pagos brasileiros. Já entre os usuários de planos pós-pagos, essa faixa social detém apenas 2,3% dos telefones. Os resultados fazem parte de pesquisa elaborada em conjunto pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e conduzida pela psicóloga Amélia Regina Alves a partir de entrevistas com 47 mil proprietários de celulares por meio de uma equipe de call center terceirizada. O pré-pago tornou-se a principal opção de telefonia para as classes mais pobres por não cobrar assinatura mensal apesar de os créditos utilizados para a realização de ligações terem prazo de validade. Para os consumidores que usam o telefone mais para receber chamadas (serviço gratuito) do que para realizar, o pré-pago tornou-se mais interessante até que o telefone fixo, que, apesar de ter um custo por ligação bem mais barato, exige o pagamento de quase R$ 40 de assinatura básica. Segundo Amélia Regina Alves, que realizou a pesquisa entre 2002 e 2003, o celular pré-pago acaba adquirindo um caráter mais social para os usuários com menor renda. Eles em sua maioria não têm acesso à Internet, não dispõem de telefone fixo nem cartão de crédito, mas têm o celular, afirma. Segundo ela, nos próximos anos a tendência é que os pré-pagos cheguem a pessoas que ganham até meio salário mínimo. Creio que ainda há muito para universalizar. Já a maioria dos compradores de telefone pós-pago (40%) tem nível superior completo ou incompleto, maior poder aquisitivo e faixa de 15 a 50 anos. De acordo com a Anatel, 81% dos brasileiros que usam telefones celulares ainda optam por planos pré-pagos graças à facilidade de controle dos gastos que esse tipo de plano oferece. Mesmo com seu caráter mais popular e inclusivo, o consumidor que compra celular pré-pago querendo economizar paga mais caro pelo minuto. De acordo com pesquisa da Pro Teste, entidade de defesa do consumidor, o minuto médio do pré-pago custa o dobro do minuto de um plano pós-pago. Enquanto que no pós a tarifa alcança R$ 0,56, no celular de cartão o custo médio é de R$ 1,15. Segundo a pesquisa, os celulares pré-pagos são um bom negócio apenas para os consumidores que recebem mais ligações que fazem ou gastam até 20 minutos no celular por mês. REAJUSTES A Anatel irá revisar a cada três anos a cesta de índices do IST (Índice de Serviços de Telecomunicações), índice que irá substituir, a partir do ano que vem, o IGP-DI como indexador de tarifas da telefonia. O IST será composto por uma série de índices, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o IPA (Índice de Preços do Atacado). A definição do peso de cada um deles será feita na próxima semana. Essa mensuração será revisada a cada dois anos. De acordo com a Anatel, o objetivo da mudança é ter um índice de reajuste mais próximo à realidade do consumidor. O IST começará a ser calculado e divulgado oficialmente a partir de janeiro e irá impactar no cálculo do próximo reajuste das tarifas de telefonia fixa, previsto para junho de 2006. Parte do reajuste do ano que vem irá considerar os sete meses em que os contratos que estabelecem o IGP-DI ainda estão em vigor (junho a dezembro deste ano).

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