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Rendimentos

Ricos de Alagoas são os que menos trabalham por conta própria

Dos alagoanos que ganham mais de R$ 23.850, apenas 0,6% deles têm o próprio negócio

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Os que ganham mais de R$ 23.850 representam 36,5% dessa parcela da população
Os que ganham mais de R$ 23.850 representam 36,5% dessa parcela da população -

No grupo de famílias que têm renda entre R$ 9.540 e R$ 14,31 mil, 30,7% têm como fonte de recursos pagamentos oriundos do governo. Chama a atenção a origem desse dinheiro. Neste caso, 16,9% destas famílias vivem de aposentadoria ou pensão da previdência pública. Este é o grupo com maior número de dependentes de renda da previdência pública. De acordo com a pesquisa, 49,9% dos alagoanos têm o trabalho como fonte de renda. Destes, 33% são empregados, 11% trabalham por conta própria e 5,9% são empregadores. A pesquisa mostra que os mais ricos são os que mais vivem do trabalho e também são os que mais geram vagas no mercado. No entanto, no quesito empregador, a diferença entre ricos e pobres é enorme. Os que ganham mais de R$ 23.850 representam 36,5% dessa parcela da população. Já os que ganham até R$ 1.908, representam 0,2%. Os ricos são os que menos trabalham por conta própria. Apenas 0,6% deles vivem assim. Outro cenário revelado na pesquisa é que os mais pobres são os que mais precisam viver com rendimento não monetário, que são doações, presentes e ajudas. Das famílias que têm renda até R$ 1.908, 23,4% sobrevivem com rendimento não monetário. No caso das famílias com renda maior que R$ 23.850, apenas 5% deles se encontram nessa situação. Os números evidenciam que este cenário de rendimento não monetário diminui na medida em que cresce a renda.

PATRIMÔNIO

A pesquisa mostrou também que o patrimônio dos ricos cresceu mais do que o dos pobres. Enquanto as pessoas que ganham até R$ 1.908 viram o patrimônio crescer 1,1%, os que ganham mais de R$ 23.850 tiveram variação patrimonial de 11,3 %. A variação patrimonial dos ricos cresceu dez vez mais do que dos pobres. O gerente da pesquisa, André Martins, explica que que há diferenças em relação a origem dos valores recebidos de acordo com a classe de rendimento das famílias. “Além do rendimento de trabalho, nas famílias de menores rendimento vemos também a importância das transferências e do rendimento não monetário, que complementa o orçamento familiar”. Ele conta ainda que nas famílias de maiores rendimentos, a importância do trabalho é maior e a variação patrimonial ajuda. “Na variação patrimonial estão incluídos os saques de poupança e, em geral, as famílias de maiores rendimentos têm essa disponibilidade. E também vendas de imóveis e bens de valores mais altos, heranças” elenca.

* Sob supervisão da editoria de Economia

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