Economia
Ibovespa bate recorde e fecha acima dos 106 mil pontos
Bolsa brasileira acompanhou o otimismo dos índices americanos
São Paulo - Apesar da crise no PSL e dos protestos na América Latina, a Bolsa brasileira acompanhou o otimismo dos índices americanos e bateu o recorde nominal histórico. Com a expectativa de juros mais baixos e uma melhora na relação entre China e Estados Unidos, o Ibovespa fechou acima dos 106 mil pontos pela primeira vez na história nesta segunda-feira (21), alta de 1,23%.
O boletim Focus do Banco Central desta segunda trouxe uma expectativa ainda menor para a Selic neste ano. O mercado espera que a Selic termine 2019 a 4,50%, ante os 4,75% esperados antes. Com a onda de protestos no Chile, a Bolsa de valores de Santiago fechou mais cedo, às 14h (horário de Brasília), em queda de 4,6%, no menor patamar desde 10 de setembro.
O desempenho diário é o pior desde 20 de novembro de 2017, quando o índice de ações caiu 5,86% depois do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar teve alta de 1,96%, a 725,77 pesos chilenos. No Brasil, a Bolsa superou o antigo recorde de 105.817 pontos, do dia 10 de julho, marcado pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Ibovespa foi a 106.022 pontos, alta de 1,23%.
Desta vez, o mercado espera a votação da reforma da Previdência em segundo turno no plenário do Senado, marcada para esta terça-feira (22). A percepção de investidores é que a crise no partido do presidente não afeta, por enquanto, a articulação política e a condução das reformas.
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O pregão desta segunda também foi marcado pelo vencimento de opções de ações que movimentaram cerca de R$ 6 bilhões. Ao todo, o volume negociado somou R$ 18,908 bilhões. O destaque da sessão foi a Yduqs, novo nome da Estácio, que bateu sua máxima histórica depois que adquiriu o grupo americano Adtalem, responsável pela faculdade de negócios Ibmec.
As ações da Yduqs subiram 4,36%, R$ 40.
Nesta semana, inicia-se a temporada de balanços do terceiro trimestre, o que levantou mercados acionários. No Brasil, Weg, Ambev, Vale e Petrobras divulgam resultados e nos EUA, McDonald's, Caterpillar e Amazon.
Os índices da Bolsa de Nova York também se aproximam de suas máximas desde a última semana, com uma melhora na guerra comercial.