Meio ambiente
Um em cada quatro turistas desiste de passeios no Estado
Sindicato dos Guias de Turismo diz que danos ambientais causados pelas manchas de óleo afugenta os visitantes do litoral alagoano
O fluxo de turistas no litoral alagoano começa a sentir o reflexo dos danos ambientais causados pelas manchas de óleo em parte do litoral. O Sindicato dos Guias de Turismo do Estado de Alagoas estima que em 25% do total de passeios houve desistência por parte de visitantes, especialmente porque ainda há dúvidas sobre as localidades afetadas.
De acordo com informações do Instituto do Meio Ambiente (IMA), até o momento, 533 toneladas de material foram retiradas das praias em Alagoas, considerando óleo e areia contaminada. “Está sendo prejudicial tanto para a imagem, quanto para o movimento, porque estão divulgando lugares que não foram afetados. Ou seja, as praias principais – com exceção de Maragogi – não foram afetadas. Pode ser que chegue, porque cada dia a gente tem uma surpresa”, declara Jailson Cabral de Santana, presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Estado de Alagoas.
“Com a divulgação, as pessoas ficam com receio de vir, mesmo sem saber, e isso desencadeia num contexto geral. Reflete muito. Tenho um grupo fechado e essa semana me ligaram e perguntaram se não preferíamos cancelar e eu disse que por enquanto não, que não tem nada nos locais que a gente vai. Recebemos mais turistas do Sul e do Sudeste”, afirma Jailson Cabral.
As áreas mais afetadas até agora foram Maragogi, Japaratinga e Coruripe. “Sobre Maragogi, por exemplo, o município tem várias praias e apenas uma delas foi atingida até agora. Cerca de 90% dos nossos passeios turísticos são para conhecer as praias fora de Maceió, como o Francês, Paripueira, Gunga”, acrescenta o presidente da entidade. Boletim do Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA) que acompanha e avalia a situação no litoral alagoano informou que, no fim de semana, houve ações de monitoramento de aproximação de manchas de óleo com sobrevoos pelo Ibama, Marinha e Governo do Estado.
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Em Feliz Deserto – no litoral sul – identificou-se material derivado de petróleo. “Os trabalhos de remoção dos fragmentos de óleo seguiram durante o final de semana com maior intensidade nos municípios de Japaratinga e Maragogi, onde foram registradas as maiores concentrações e, consecutivamente, esforços de trabalho. As ações contam com participação da Defesa Civil do Estado, reeducandos do sistema prisional alagoano (20 homens na segunda-feira, 21), servidores públicos, trabalhadores contratados pelas prefeituras e voluntários.
Além disso, o trade turístico e setor de construção civil doaram materiais de trabalho, os Equipamentos de Proteção Individual”, informa o IMA. “Informações repassadas pelos técnicos do Ibama, o navio que havia aportado em Maragogi teve que se deslocar, no domingo (20), para a cidade do Cabo de Santo Agostinho (PE), para trabalhar na retirada de óleo no mar. O Ibama também está com uma aeronave equipada com radar e sensores para tentar detectar óleo ainda no mar. A aeronave está, nessa segunda-feira (21), em Pernambuco, por causa da gravidade da situação, mas pode ser usada em Alagoas conforme a necessidade”, acrescenta texto da assessoria do IMA.