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BC muda diretor um dia ap�s decis�o sobre juros

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Brasília - Apesar de ter resistido às fortes pressões políticas, o Banco Central não escapou ileso em sua decisão de manter a taxa básica de juros da economia brasileira em 26,5% ao ano, anunciada no início da tarde de ontem. Desgastado pelo verdadeiro bombardeio de declarações favoráveis à queda dos juros que partia inclusive de membros do próprio governo, o diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn, que estava no posto desde o governo Fernando Henrique Cardoso, pediu demissão quarta-feira. A notícia foi confirmada apenas na manhã de ontem, em nota divulgada pelo Ministério da Fazenda. Na nota, Goldfajn afirma ter tomado a decisão por um ?desejo pessoal de retomar a vida privada?. Ele ficará no BC até o início de julho, quando então deverá ser substituído por Afonso Bevilaqua. A Fazenda também informou a indicação de um novo diretor para o BC: Eduardo Loyo vai comandar a diretoria de Estudos Especiais. Essa diretoria já existia, mas só foi ocupada uma vez, durante o período de transição para o governo Lula, pelo ex-diretor de Política Monetária Luiz Fernando Figueiredo. Negativa O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou durante entrevista coletiva nesta quinta-feira que a saída de Ilan Goldfajn já estava prevista e não tem relação com as fortes pressões que o banco, incluindo do vice-presidente José Alencar, sofreu para promover um corte na taxa de juros. ?O Ilan não está pegando a mala e indo embora em resposta a essas críticas?, disse Meirelles em entrevista à imprensa. O presidente do BC disse que a renúncia segue o cronograma original, combinado desde dezembro. Goldfajn havia pedido para deixar a instituição após a transição de governo mas Meirelles solicitou que ele permanecesse no cargo por seis meses após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do BC afirmou que encara as críticas com a maior tranquilidade. ?Não me compete decidir se autoridades devem ou não devem falar sobre determinados assuntos. O BC tem que estar preparado para estar no centro das discussões?, disse Meirelles.

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