Descaso
Agricultores reclamam da falta de assistência
Pequenos criadores e produtores da agricultura familiar são unânimes em dizer que no Sertão faltou até sementes
Pequenos criadores e produtores da agricultura familiar são unânimes em afirmar que no Sertão faltou até sementes. Os veterinários e técnicos agrícolas que davam assistência também desapareceram da zona rural há mais de um ano. As delegacias da Emater viraram depósito de carros velhos, quebrados, viaturas sem condição de uso por falta de combustível.
Os servidores que deveriam está trabalhando no campo, hoje fazem atividades burocráticas, revelou o agricultor Juvenal Inácio da Silva, do sítio Quichadeira, próximo da zona rural de Palmeira dos Índios. “Quem precisa de assistência técnica ou de veterinários para verificar a saúde dos animais tem que pagar”, reclamou Juvenal.
Em Major Isidoro, município considerado como a “terra do ouro branco” por ser um dos pontos mais importantes da bacia leiteira alagoana, os criadores da agricultura familiar confirmaram que recebem ajuda da prefeitura local. “O pessoal do governo abandonou a gente”, reclamou Cícero Belarmino, que tem seis cabeças de gado leiteiro e pequenas criações de suínos e de caprinos.
O agricultor Jorge Rodrigues, conhecido na zona rural da Batalha como “Jorge de Cazuza”, reclamou da falta de sementes, da ausência dos técnicos agrícolas e do abandono da agricultura familiar. “A ajuda só da prefeitura. Passou o período da chuva, quem é pobre e dependia das sementes do governo, ficou sem plantar”. Ele planta feijão, milho e outras culturas tradicionais do sertão. “Este ano vou depender de cesta básica da prefeitura. Se não deram nada eu, a mulher e os quatro filhos, vamos passar necessidade no verão”, admitiu.