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Dia 27 ser� decisivo para o governo do Estado atender pleitos do funcionalismo

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BLEINE OLIVEIRA A próxima terça-feira, 27, será um dia decisivo para o governo estadual e seu funcionalismo. Várias categorias suspenderam indicativos de greve confiando na promessa do governador Ronaldo Lessa de que até aquela data anunciaria uma proposta de reajuste salarial. Estão nessa expectativa, por exemplo, os técnicos operacionais do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que ameaçam paralisar suas atividades já na quarta-feira, 28, se a promessa do governador não for cumprida. Mobilizados pelo sindicato da categoria, em meados de abril, eles realizaram uma ?operação tartaruga?, suspendendo os serviços de perícia e emplacamento de veículos, emissão de carteira de habilitação, segunda via e outros documentos nas primeiras horas da manhã. O objetivo é mostrar ao governo que são importantes para o funcionamento do órgão e que suas atribuições são de grande responsabilidade, o que justifica receberem melhores salários. Embora não tenham definido um indicativo de aquartelamento, que se pode entender como greve, cabos, soldados, sargentos, tenentes e oficiais da Polícia Militar também aguardam para esta terça-feira uma resposta às suas reivindicações. Representantes das entidades de classe da Polícia Militar já externaram publicamente a insatisfação da tropa com os salários (soldos) atuais, mostrando ao mesmo tempo a urgente necessidade de um aumento. A alegação dos militares é que os salários estão tão baixos que a categoria já não sabe como enfrentar as dívidas contraídas para garantir o atendimento às necessidades básicas de seus familiares. Se o reajuste proposto não for o reivindicado, a categoria realiza assembléia na quarta-feira, 28, para decidir se vai se aquartelar. O mesmo argumento, dificuldades para sobreviver dignamente, mobiliza o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas, que desde abril, sua data-base, tenta negociar com o governo a reposição das perdas salariais. Mais uma vez a greve é admitida como principal instrumento da luta dos policiais para conquistar melhores salários. Também na fila das reivindicações por reajuste estão os trabalhadores em Educação. Eles aguardam como todas as demais categorias do funcionalismo que o governo acene com uma proposta capaz de atender às suas expectativas, já que o dragão da inflação tem ameaçado a todos os trabalhadores indistintamente. Dia D Com o argumento de quem tem que administrar com o que arrecada, o governador Ronaldo Lessa não dá sinais de que as notícias a serem anunciadas na terça-feira serão alvissareiras. Haverá sim o anúncio de um reajuste para militares, policiais civis, professores e servidores do Detran, mas provavelmente muito distante dos índices reivindicados. Para algumas dessas categorias o percentual pode chegar a 9%, beneficiando mais os servidores com mais tempo de serviço. No caso da Polícia Militar a proposta é transformar proventos em subsídios, incluindo também os inativos. Envolvido numa polêmica judicial com os procuradores de Estado, o secretário da Administração de Recursos Humanos, Valter Oliveira, passou esta semana sem conceder entrevistas. Ele é responsável pelos tais estudos de impacto que o governo sempre usa como argumento para adiar uma decisão quando o assunto é aumento nos salários dos servidores. Armado com um habeas-corpus preventivo, que o livra da prisão solicitada pela Associação dos Procuradores de Estado em função de desobediência a uma ordem judicial, o secretário deve passar os próximos dias atento ao pacote que o governador Ronaldo Lessa anunciará nesta terça-feira, o Dia D do servidor público estadual.

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