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Lula vai anunciar incentivos ao �lcool combust�vel

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EDIVALDO JUNIOR No começo de fevereiro deste ano, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou os representantes do setor sucroalcooleiro para um ?puxão de orelhas?. Preocupado com a possibilidade de o desabastecimento do álcool combustível, ele fez um acordo com os empresários, que prometeram segurar os preços e aumentar a produção. Bom negociador, Lula receberá, nesta segunda-feira à tarde, em Brasília, os representantes do setor sucroalcooleiro para uma nova reunião ? desta vez de ?afagos?. Na pauta do encontro, a prestação de contas e um balanço parcial em relação à série de acordos firmados entre as duas partes desde fevereiro. O presidente vai, literalmente, agradecer aos usineiros por manter o preço do álcool no limite de 60% do valor da gasolina, pela antecipação da safra no e pelo aumento da produção desse combustível. No encontro, o presidente Lula, que não esconde de ninguém sua simpatia pela a agroindústria canavieira, vai anunciar o aumento da mistura de álcool na gasolina para 25% e medidas de incentivo ao consumo desse combustível. Antes da reunião no Planalto, os dois representantes do setor no Nordeste, Pedro Robério Nogueira e Edgar Antunes tomam posse na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cana-de-açúcar Presidente União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Edgar Antunes, já sabe que pontos vai defender como representante dos fornecedores nordestinos: reativação do programa e equalização de custos da cana-de-açúcar, o chamado subsídio, e criação de um conselho (Consecana) para definição de um preço único da cana na região. ?Não há razão para o subsídio não sair. Os recursos já existem e a equalização é essencial para a manutenção da cana-de-açúcar em nossa região?, justificou. Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar/AL (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool) concorda com Antunes neste ponto. ?Sem a equalização, a cana perde competitividade no Nordeste. E se isso ocorrer deixaremos de gerar empregos e riquezas, fundamentais para a região?, argumentou.

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